Com 28 milhões de apostadores no Brasil, o avanço das apostas preocupa especialistas, que defendem limites familiares e ações preventivas para evitar dependências

Em Congresso Brasileiro de Pediatriarealizado em Belo Horizonte, especialistas discutiram os impactos da tecnologia nas crianças e na dinâmica familiar. Brincadeiras tradicionais são substituídas por celulares e jogos digitais, que passaram a ocupar também o papel de companhia e regulação emocional. A sobrecarga de trabalho dos pais, a dificuldade de estabelecer limites e a pressão pela parentalidade perfeita tornam esse cenário ainda mais defensiva.
O alerta se estende aos jogos de apostas online, que já reúnem cerca de 28 milhões de apostadores no Brasil. Segundo os dados apresentados, aproximadamente 2 milhões de pessoas podem apresentar contorto do jogo. A facilidade de acesso ao telemóvel e a intensa publicidade agravam o problema, com consequências na saúde mental, na qualidade de vida e nas finanças das famílias e do Estado.
Como forma de prevenção, o pediatra destaca a importância de fortalecer as vítimas familiares, estabelecer limites, comprar ativos dos filhos e incentivar práticas culturais, esportivas e sociais. Tábém recomenda bons exemplos de adultos e evite o contato com altohol, tabaco e jogos de apostas antes dos 18 anos.
Dr. Bartô e os Doutores da Saúde
Com o Prof. João Paulo Lotufo
Uma coluna Dr. Bartô e os Doutores da Saúdecom o professor João Paulo Lotufo, vai ao ar quinzenalmente, segunda-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9), com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.