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Irã executa homem acusado de ser um dos principais líderes operacionais do Mossad no exterior

As autoridades iranianas executaram Gholamreza Jani Shekarab, nesta terça-feira (26), após declará-lo culpado de colaborar e espionar para o Mossad, o serviço de inteligência israelense. A informação foi divulgada pelo site Mizan Online, vinculado ao poder judiciário do país.

A acusação
De acordo com a nota oficial, Shekarab era descrito como “um dos principais líderes operacionais do Mossad no exterior”. O homem teria atuado no recrutamento de pessoas, dentro do Irã, para realizar ações contra a segurança nacional. Sua condenação foi confirmada pelo Tribunal Supremo.

“Um dos principais líderes operacionais do Mossad no exterior”, diz a nota do poder judiciário.

O contexto de violência
A execução de Shekarab é a mais recente de uma série de condenações à morte ligadas a casos de segurança desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro. O caso ocorre um dia depois de o Irã executar outro homem declarado culpado por ataques armados durante as manifestações antigovernamentais, que atingiram seu pico em janeiro.

Violações do cessar-fogo

As execuções ocorrem em meio a um cenário volátil. Os EUA realizaram novos ataques militares, classificados como de “autodefesa”, contra forças iranianas no sul do país. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou ter alvejado locais de lançamento de mísseis e embarcações que colocavam minas no Estreito de Ormuz.

O porta-voz do Centcom, capitão Tim Hawkins, declarou: “Estamos usando a mesura durante o alto oeste em curso.”

Apesar do cessar-fogo negociado em abril ter sido criado para dar margem a avanços diplomáticos, a trégua tem sido violada por ambos os lados. O Irã confirmou a morte de quatro soldados da Guarda Revolucionária nos ataques americanos.

As negociações diplomáticas
Em paralelo às hostilidades, continuam as negociações de paz. O presidente iraniano enviou o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, ao Catar, país mediador que administra bilhões de dólares em fundos iranianos congelados. Os principais pontos de fricção nas negociações incluem a reabertura do Estreito de Ormuz, o programa nuclear iraní e os ativos congelados do país.

O histórico de execuções
O Irã é o segundo país do mundo com mais execuções, ficando atrás apenas da China, segundo organizações de direitos humanos como a Anistia Internacional.

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