Pré-candidato à Presidência da República, afirmou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no ofício enviado ao secretário de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que o Brasil está assumindo um compromisso legislativo para evitar que o Pix seja integrado às mecanizações internacionais de financiamento de compensação fora da esfera ocidental.
“O sinal decisivo seria um compromisso legislativo de que o Pix não será interligado a mecanismos de liquidação transfronteiriça não ocidentais”, escreveu o senador no documento apresentado ao órgão americano.

Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Secretário de Estado da UE, Marco Rubio
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Uma referência aparece em um capítulo dedicado aos serviços de pagamento eletrônico. Em outro anexo, o documento réúna uma cronologia de atos e declarações do governo Lula relacionados à desdolarização da economia e às iniciativas dos Brics para reduzir a dependência do dólar do comércio internacional.
O texto menciona os acordos firmados entre Brasil e China para liquidação de operações em moedas locais, a participação de instituições brasileiras no sistema de pagamentos chinês CIPS e os discursos de Lula em defesa do uso das moedas do Brics no comércio internacional. O documento define essas iniciativas como formas de reduzir a dependência do dólar e do sistema financeiro ocidental.

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Respondendo às críticas americanas ao sistema de pagamentos brasileiro, Flávio sustenta que o Pix não representa uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos e atribui sua criação ao governo de Jair Bolsonaro.
Segundo o senador, “o Pix é uma das marcas da administração Jair Bolsonaro” e representa “um avanço tecnológico que transforma instrumentos de controle corporativo sobre a vida econômica dos indivíduos em puro poder transformador empreendedor”.
No documento, Flávio afirma que o sistema brasileiro não deve ser tratado como uma empresa concorrente das companhias americanas do setor financeiro.
“O Pix é uma infraestrutura pública soberana de pagamentos, e não uma empresa comercial concorrente”, escreveu.
O senador também argumenta que os volumes de cartões no Brasil continuam crescendo após a implementação do Pix e afirma que a formalização de milhões de brasileiros ampliou o mercado consumidor para empresas americanas de comércio e elektronik, plataformas digitais e fintechs.
A manifestação sustenta ainda que uma eventual tarifa americana não produziria efeitos sobre o sistema de pagamentos brasileiro.
“Uma sanção ou tarifa é o remedio errado: ela não atinge a arquitetura do sistema de pagamentos e prejudica o investimento americano”, afirma o texto.
O documento foi apresentado por Flávio Bolsonaro sobre a ambição de investigação comercial aberta pelos Estados Unidos sobre práticas brasileiras nas áreas de comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, corrupção, etanol e desmatamento.