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Enfim… vamos pagar pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga construídas por nós

Preparem-se! Trafegar pelas rodovias Mogi-Dutra (SP-088) e Mogi-Bertioga (SP-098) construídas pela população mogiana, vai onerar o bolso dos motoristas a partir de novembro deste ano.
A medida escancara a indignação entre motoristas, trabalhadores e moradores da região desde que foi anunciada e autorizada pelo próprio governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) que tinha dito, durante o período eleitoral, quando ainda era candidato, que não autorizaria pedágios nessas rodovias.
A cobrança fará parte do chamado Lote Litoral Paulista, uma concessão de R$ 4,3 bilhões em investimentos prometidos que prevê obras de duplicação, novas marginais e melhorias de sinalização e segurança.
O governo afirma que a tarifa será proporcional à distância percorrida, com isenção para motocicletas e gratuidade nas marginais, mas não esconde: quem usar a via principal vai pagar.
O sistema será do tipo eletrônico, por meio de pórticos com reconhecimento de placas, no modelo “Siga Fácil“, o que dispensa praças físicas de pedágio.
A promessa oficial é que a cobrança só começará após a entrega de serviços como recapeamento, guincho e ambulância. No entanto, especialistas e moradores questionam a eficácia do modelo e apontam que o pedágio vai impactar diretamente quem depende das rodovias para trabalhar ou estudar.
As cidades afetadas inicialmente serão Mogi das Cruzes, Arujá, Bertioga, Santos, Miracatu e Itariri.
Apesar do discurso oficial de modernização, o sistema free flow tende a penalizar justamente quem tem menos. Moradores de bairros afastados, motoristas de aplicativo, caminhoneiros e estudantes universitários que se deslocam diariamente terão que arcar com tarifas recorrentes, sem alternativas reais.
Especialistas apontam para aumento nos custos logísticos, cujo teor, afetará diretamente o preço de alimentos, combustíveis, passagens de ônibus e até mensalidades escolares, já que empresas de transporte e fornecedores inevitavelmente repassarão os novos encargos ao consumidor.
A ausência de um plano de mitigação para os impactos sociais e econômicos da medida transforma uma promessa de mobilidade inteligente em mais um peso no orçamento de quem já enfrenta dificuldades”.
As duas rodovias que hoje serão palcos de cobranças tarifárias foram construídas nos anos 70 pelos mogianos na gestão do então prefeito de Mogi das Cruzes Waldemar Costa Filho (in memoriam).
Pagamos lá atrás na construção das vias, agora vamos pagar para transitar nelas, um verdadeiro absurdo que o gestor estadual fez conosco”, lamentou o empresário Sergio Amaral.

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