Da Redação:
O segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25 de outubro, colocará novamente frente a frente o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na votação geral do primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual.
Análise política:
Apoios locais podem influenciar o segundo turno. Para o analista político do JIB, o jornalista e marqueteiro político Nelson Camargo, a tendência é de crescimento da votação de Flávio Bolsonaro na reta final da campanha. “Com base na campanha dos dois candidatos, a ascensão de Flávio sobre o Nordeste com imagens que impressionam (por ser no Nordeste, terra da esquerda), na região Norte, no Sudeste e no Sul do país, os movimentos acabam influenciando diretamente na opinião de quem ainda está em dúvida, pretende votar em branco ou nulo ou até mesmo quem se absteve no primeiro turno”, observa Camargo.
Na avaliação do analista, os movimentos políticos e a participação de lideranças municipais também podem influenciar o resultado nas cidades da região. Por exemplo, em Mogi das Cruzes, onde Camargo observa que a prefeita Mara Bertaiolli (PL) não teve participação de destaque na campanha do primeiro turno em favor do senador. Segundo ele, a gestora passou a aparecer neste segundo turno em vídeos e fotografias ao lado de lideranças políticas, entre elas o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
O analista também cita a realização de movimentos de campanha, incluindo uma carreata prevista para sábado, dia 24, com saída da Avenida Cívica, em frente ao ginásio municipal, no bairro do Mogilar. Do outro lado, ele aponta a mobilização de apoiadores de Lula registrada na cidade na semana anterior.
Em Suzano, Camargo avalia que Rodrigo Ashiuchi tem atuado em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro e que essa mobilização pode ampliar a votação do senador em relação aos 49,19% registrados no primeiro turno. Na avaliação dele, as manifestações em apoio a Lula na cidade têm sido mais discretas, o que poderia resultar em uma redução de seu percentual.
O analista também projeta crescimento de Flávio em Salesópolis, Biritiba Mirim, Santa Isabel, Guararema, Poá e Arujá, com possível redução proporcional da votação de Lula nesses municípios.
Em Itaquá, Camargo destaca a aproximação do prefeito Eduardo Boigues (PL) com Flávio Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo o jornalista, os encontros e a divulgação de um vídeo com os cumprimentos entre as lideranças indicam a disposição do prefeito em mobilizar apoio para o senador no segundo turno.
Já em Ferraz de Vasconcelos, o analista avalia que o cenário pode ser diferente. Na interpretação de Camargo, a atuação dos deputados Kaká do Autismo e Rodrigo Gambale não indica uma mobilização com a mesma intensidade observada em Itaquaquecetuba. Ele também considera que o apoio do Podemos, partido de Renata Abreu, à candidatura de Flávio não teria provocado, até o momento, uma mudança significativa no comportamento do eleitorado local. Por isso, projeta a possibilidade de Lula manter a dianteira no município.
Em Guarulhos, Camargo aponta a atuação do prefeito Lucas Sanches (PL) como um dos fatores que podem favorecer Flávio. O analista também menciona a eleição de Thiago Surfista e Giovanni Sanches, ambos do PL, além da atuação do secretário de Governo, Carlos Santiago.

Outras projeções:
Nas demais cidades acompanhadas pelo JIB, mas que não pertencem ao Alto Tietê, Camargo avalia que a votação poderá apresentar comportamento semelhante ao observado no primeiro turno em Bertioga e Jacareí. Para a capital paulista, sua projeção é de crescimento de Flávio Bolsonaro, que poderia superar Lula.
As projeções apresentadas pelo analista são avaliações políticas, e não resultados garantidos. A definição da disputa dependerá dos votos registrados nas urnas no segundo turno.