Faltam 16 dias para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, e a campanha chega à reta final atravessada por um tema que ultrapassa a disputa entre candidatos: a relação entre os Poderes da República.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes colocou novamente em evidência os limites da atuação da Corte e a responsabilidade institucional do Senado.
Nesse cenário, o chamado voto útil poderá ganhar força entre eleitores que pretendem concentrar seus votos nos candidatos com maior presença nas pesquisas. Levantamentos recentes mostram uma disputa acirrada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com o filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro tendo boas chances de vitória no segundo turno.
Mais do que antecipar resultados, porém, a eleição também definirá a composição do Congresso. O Senado possui competência constitucional para processar e julgar ministros do STF em crimes de responsabilidade.
Diante das recentes controvérsias envolvendo integrantes da Corte, a discussão sobre fiscalização, equilíbrio entre os Poderes e transparência deverá ocupar espaço importante no debate eleitoral. Ao eleitor caberá avaliar candidatos, propostas e instituições; inclusive o papel que espera do próximo Senado na fiscalização dos demais Poderes.