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Editorial: Porta de entrada para o aprendizado

Até o fim deste ano, o Brasil espera que ao menos 64% dos estudantes concluintes do 2º ano do ensino fundamental estejam plenamente alfabetizados. Isso significa serem capazes de ler frases e textos curtos e, ainda, localizar informações explícitas em textos curtos, como os de bilhetes ou crônicas, entre outras habilidades definidas na Base Nacional Comum Curricular.

Essa meta foi estabelecida no CNCA (Compromisso Nacional Criança Alfabetizada) do Ministério da Educação, lançado em 2023, que opera em regime de colaboração entre União, Estados, Distrito Federal e municípios.

O Brasil precisa superar desafios para que o patamar de 80% das crianças alfabetizadas possa ser alcançado, além da necessidade de melhorar a aplicação dos recursos do programa e empenhar esforços para buscar as crianças mais vulneráveis dentro de cada escola e rede de ensino.

Para isso, é fundamental para o país dar prioridade política para a alfabetização e compreender que, apesar de ser considerado um assunto “velho” na pauta de educação, o problema ainda não foi superado.

A alfabetização é a porta de entrada para todo o processo de aprendizado. Sem ela, as demais etapas da formação educacional tornam-se frágeis, comprometendo não apenas o futuro das crianças, mas também o desenvolvimento social e econômico do país.

No Brasil, ainda convivemos com índices preocupantes de analfabetismo funcional e com a dificuldade de garantir que todas as crianças aprendam a ler e escrever na idade certa.

Os desafios são muitos: a desigualdade social, que impede o acesso igualitário a escolas de qualidade; a falta de formação continuada para professores; e a ausência de um acompanhamento individualizado para crianças que apresentam dificuldades.

Soma-se a isso a realidade de muitas famílias que não têm condições de oferecer um ambiente estimulante à leitura e ao estudo em casa. É preciso também valorizar o papel do professor, oferecendo condições de trabalho dignas, remuneração justa e atualização constante.

Em tempos de tecnologia, o desafio é ainda maior. As telas, que atraem crianças desde muito cedo, competem com os livros e com o interesse pela leitura. Mas, em vez de enxergar a tecnologia como inimiga, é possível transformá-la em aliada.

Aplicativos educativos, plataformas de leitura interativas e jogos pedagógicos podem despertar o interesse das novas gerações, tornando o aprendizado mais atrativo e conectado à realidade delas.

A alfabetização deve ser, portanto, prioridade absoluta. É por meio dela que se constrói não apenas o conhecimento, mas também a liberdade.

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