A gestão da BR-101 pela concessionária Arteris Litoral Sul tem enfrentado desafios que impactam diretamente o dia a dia dos motoristas catarinenses.
Na última quinta-feira, reparos no asfalto feitos na região de Biguaçu, durante o horário comercial e sem aviso prévio, geraram congestionamentos de quase 10 quilômetros, no sentido Norte, trazendo à tona a importância de um planejamento mais eficiente para minimizar os transtornos, especialmente em períodos de maior movimento, como o verão.
No trecho do Morro dos Cavalos, a situação é ainda mais delicada. A falta de infraestrutura e de planos emergenciais adequados tem resultado em bloqueios prolongados após acidentes.
A ausência de guinchos posicionados estrategicamente e de ações rápidas transforma situações simples em verdadeiros colapsos, com filas que ultrapassam 20 quilômetros e se arrastam por mais de 12 horas.
Além disso, a construção do túnel em Palhoça é uma solução apontada há anos, e pode tirar a Arteris da concessão no local. Com orçamento estimado em R$ 1 bilhão e previsão de quatro anos para conclusão, a obra é essencial para prevenir deslizamentos e garantir a fluidez da rodovia, mas enfrenta atrasos que comprometem tanto a mobilidade quanto a economia regional. O alinhamento entre autoridades estaduais e federais será decisivo para tirar o projeto do papel.
Outro ponto crítico são as filas nas praças de pedágio. Após denúncias, o Procon SC notificou a Arteris para esclarecer casos de espera acima dos limites contratuais. A concessionária informou ter adotado medidas, como a abertura de cancelas em situações pontuais, mas ainda há espaço para aprimorar a comunicação e o atendimento aos motoristas.
Por fim, a fiscalização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) precisa ser mais efetiva na cobrança de melhorias. Cabe às autoridades e aos órgãos competentes garantir que a concessionária cumpra suas obrigações contratuais e ofereça um serviço à altura das expectativas e dos custos atribuídos aos usuários, que são clientes da Arteris, pois pagam para trafegar pela rodovia e dependem diariamente da BR-101 para a mobilidade e qualidade de vida.