Editorial: Alfabetização: portas para as oportunidades

A educação em Santa Catarina traça novos rumos. Tanto no ensino básico quanto no fundamental, o avanço na qualidade da aprendizagem está entre os destaques. Nesta semana, a boa notícia veio por meio da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Aponta que o Estado tem a segunda menor taxa de analfabetismo no país entre pessoas com 15 anos ou mais.

No país onde a média de pessoas que não têm habilidades básicas de leitura e escrita é de 5,3%, Santa Catarina registra 1,9%, taxa três vezes menor. O Estado fica somente atrás do Distrito Federal, que apresentou 1,8% de taxa de analfabetismo. O resultado, referente ao último trimestre de 2024, simboliza um avanço se comparado a 2022, quando Santa Catarina ocupava a terceira menor taxa do país, atrás do Distrito Federal e de São Paulo.

De lá para cá, o Estado investiu continuamente em políticas públicas voltadas à valorização da educação, à qualificação da aprendizagem e à formação cidadã.

Nestas iniciativas, incluem-se o programa Educação Levada a Sério, que visa a implementação de ações estratégicas voltadas à melhoria do fluxo escolar, à permanência dos estudantes e ao desempenho acadêmico; o Programa Estadual de Fortalecimento de Aprendizagem, voltado exclusivamente para alunos de 5º ao 9º ano que ainda têm dificuldade em escrita e leitura; sem esquecer de todas as iniciativas voltadas à preparação e qualificação dos professores para que sigam o trabalho respeitando os ritmos e trajetórias de cada estudante.

Para os que têm mais de 15 anos, destaque para o trabalho feito pela Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), que incentiva profissionais da indústria a voltarem aos bancos escolares da EJA (Educação de Jovens e Adultos) para recuperarem o tempo perdido.

Tudo isso sem deixar de lado o trabalho e, seguros de que, se precisarem, podem chegar mais tarde ou sair mais cedo para estarem presentes na aula. Uma injeção de ânimo, de autoestima, de qualidade e de melhora na entrega, que segue rendendo bons frutos. Uma aposta nos estudos como ferramenta para o crescimento pessoal e profissional dos colaboradores.

A educação abre portas, assim como contribui para a redução da taxa de desemprego, para melhora na renda e qualidade de vida. O avanço na alfabetização representa, sobretudo, dignidade, inclusão social, novas oportunidades e qualidade de vida. Um bom caminho a ser seguido.

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