A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu, na noite desta quinta-feira (20), o segurança Davi Santos Machado, suspeito de envolvimento no caso do ciclista morto após agressões no bairro de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense.
Segundo o portal O DIA, Davi se apresentou na 53ª DP (Delegacia de Polícia – Mesquita) horas após a prisão do também segurança Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, que havia se entregado à 12ª DP (Copacabana).
A vítima foi identificada como Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos. Ele foi atacado na noite de 11 de agosto ao sair de sua casa, em Botafogo, para pedalar com uma bicicleta pertencente à sua irmã.
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As agressões iniciaram após o rapaz ser confundido com ladrão. Familiares relataram que Cláudio tinha transtornos mentais e não conseguiu explicar aos envolvidos que o veículo era da família.
A dinâmica das agressões que deixaram ciclista morto no Rio
Câmeras de monitoramento apontam que Cláudio foi interceptado e conduzido a outro endereço em Copacabana.
Nos vídeos, dois homens que utilizavam mochilas de entregadores aparecem abordando a vítima. Em seguida, o homem apontado pela polícia como Davi surge com um pedaço de madeira.
A perícia nas imagens identificou que a vítima recebeu ao menos 57 pauladas, além de socos e pontapés aplicados por outros envolvidos, sem apresentar reação.
As gravações mostram ainda que um dos agressores revistou os bolsos da vítima no chão e um dos suspeitos gravou o homem caído.
O CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro) prestou socorro e levou o homem ao Hospital Municipal Miguel Couto, localizado na Gávea. Cláudio morreu na unidade de saúde em razão de traumatismo craniano e hemorragia interna.
Andamento do inquérito policial
Segundo O DIA, o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, apura o caso como homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
Ao todo, quatro pessoas são investigadas pelo crime:
- Jorge Luiz Ricardo Dias: participou da interceptação inicial e recolheu a bicicleta, sem atuar nos golpes corporais diretos;
- Davi Santos Machado: atuou diretamente nas agressões com o pedaço de madeira. Ele prestou depoimento duas vezes, negou o fato inicialmente e depois admitiu o envolvimento antes de ter a prisão decretada;
- Dois homens com mochilas de entrega: permanecem sob processo de identificação pelas autoridades policiais.
A empresa iFood declarou que lamenta a morte, colabora com as autoridades competentes, não tolera violência e possui regras de conduta para entregadores cadastrados.