Uma semana depois que as novas tarifas dos Estados Unidos começarem a valer para o Brasil, mas em momento bastante acertado, os governos federal e do Estado anunciaram medidas para proteção das empresas – especialmente as pequenas e médias – que foram impactadas pela taxação de Donald Trump. Entre os principais objetivos dos dois anúncios estão a proteção dos empregos dos brasileiros e a abertura de novos mercados para exportações.
O governo de Santa Catarina apresentou ontem um pacote de R$ 435 milhões. São ações emergenciais direcionadas às empresas que correm risco real de perda de competitividade no mercado internacional, enquadradas nos níveis de risco “gerenciável”, “relevante”, “alto” e “crítico”, que visam proteger cerca de 73 mil empregos e manter a competitividade.
Levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda apontou que os setores mais atingidos são os de madeiras e derivados, incluindo móveis, além de blocos de motor e compressores, motores elétricos e transformadores.
Entre as medidas anunciadas, estão a liberação de crédito acumulado de exportação dividido em três meses, postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses e o financiamento emergencial do BRDE.
Da mesma forma, o governo federal lançou um pacote de medidas de R$ 30 bilhões para apoiar o setor produtivo afetado pela sobretaxação norte-americana, com prioridade às menores companhias e às que exportam alimentos perecíveis. Entre as iniciativas também estão a ampliação de mercados alternativos para os setores afetados.
É hora de o país enfrentar mais essa situação com a cabeça erguida, como já fez em diversas outras situações. É momento de cuidar das empresas, mas também dos trabalhadores.
Por isso, mostrar o trabalho dos catarinenses ao resto do mundo é tão importante: colocar todos os ovos na mesma cesta nunca é uma boa ideia, como diz o velho ditado.
Estado gigante e agigantado por um povo que não descansa, enfrentará mais esse desafio. As medidas anunciadas são uma resposta fundamental do governo de Santa Catarina em favor do setor produtivo, que mesmo neste momento de grande tensão, precisa estar seguro para continuar produzindo, investindo, preservando as atividades e os empregos, para a economia continuar girando.