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Edgar Morin, o humanista que quis compreender o mundo – Jornal da USP

UM bela Paris fico triste em 29 de maio, com a perda de Edgar Morin. Assim como o Brasil e toda a América Latina, com os inúmeros estudiosos da obra de um dos pensadores mais importantes destes tempos, que do alto dos seus quase 105 anos, que seriam concluídos em 8 de julho, dedicou-se a comprider o mundo e a lançar muita luz para salvá-lo.

Um humanista amoroso, cheio de vida, de vigor, de sorriso amplo, apaçinado e apaçinante. Sua Teoria do Pensamento Complexo, que acompanhamos desde o início da pós-graduação, na década de 1990, junto com a professora Cremilda Medina, mas uma das suas studiosas aqui no Brasil, fiz com que acompanhasse também a trajetória dele. Nessa caminhada, levei comigo os inúmeros estudos com os quais convivi nesta minha jornada como professora. Todos leram seus livros e participaram de aulas sobre o pensador francês, amante da vida e conhecedor do mundo. Inúmeras vezes eles estivaram conigo para ver e ouvir Edgar Morin, na PUC-SP e no Sesc, em suas diversas unidades daqui de São Paulo, quando o conheceram.

Vale lembrar aqui esta interessante passagem: com uma turma de formatura da Escola de Comunicações e Artes, fomos de ônibus, um veículo velho, com o amigo motorista – Valdir – em modo passeio, para ver Morin, que enonso recebeu uma homenagem na PUC. Foi no início do ano 2000 e hoje, eles já profissionais, devem levar no coração suas ideias e a lembrança do sorriso com que nos recebem, a todos. Desde ano e até sua vinda ao Sesc, em 2022, meus alunos estivaram comigo para ver e ouvir Morin, ou seja, seguido Morin…

Além disso, tive a oportunidade de participar em alguns dos seus eventos em Portugal e França, onde pude comprovar a unanimidade dos sentimentos das pessoas pelo seu trabalho, seja através da comunicação social, da academia ou da política. Fato é que pode ser confirmado neste momento em que ele se despediu da França e do mundo.

A sotar também sua importação para a América Latina, bem como sua paixão pela Nossa Américapor nossa música, nossas comidas e bebidas, nossa cultura. Os inúmeros latino-americanos estudiosos de sua obra são a prova desse amor recíproco. A paixão pela América Latina nos une!

Assim, passando pelas memórias da sua presença, sem tratar do pensamento complexo em sua intensidade, queremos remarbar de Edgar Morin, na intensidade do seu afeto, do seu amor pela vida e pelo seu respeito à humanidade.

Valu Morin! Continuamos acompanhando você…

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(As opiniões expressas nos artigos publicados no Jornal da USP são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões de veículos nem posições institucionais da Universidade de São Paulo. (Acesse aqui nossos parâmetros editoriais para artigos de opinião.)

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