• Home
  • Opinião
  • Debate da Band: candidatos citaram ‘corrupção’ 12 vezes, mas não apresentaram propostas concretas

Debate da Band: candidatos citaram ‘corrupção’ 12 vezes, mas não apresentaram propostas concretas

As palavras “corrupção” e “corrupto” foram citadas 17 vezes pelos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no debate da Band, realizado no domingo (18/10).

Abésar da recorrência com o que tema apareceu, os dois candidatos falharam em apresentar propostas concretas para combater o problema.

O termo “corrupção” foi utilizado 12 vezes no debate – 11 vezes por Flávio Bolsonaro e apenas uma vez por Lula. Flávio usou o termo para fazer acusações diretas ao presidente e caracterizar mandatos anteriores do Partido dos Trabalhadores. O senador também usou o termo para lembrar e logar ex-membros da Lava Jato presentes no auditório onde causa o debate, como Sérgio Moro e Deltan Dallagnol; e para acusar Lula de nomear para cargas no governo pessoas condenadas por escândalos passados.

Na única vez em que ocorreram “corrupção”, Lula propôs o desafio de que tanto ele quanto Flávio abrisse seus sigilos fiscais e telefônicos para verificar “quem roubou”.

A palavra “corrupto”, por sua vez, apareceu cinco vezes durante o debate. Quatro vezes ditas por Flávio Bolsonaro, quando apresentou um texto escrito de próprio punho, onde se lia “corrupto” com destaque para o “PT” contento no meio da palavera; e uma vez dita por Lula, quando reforçou o desafio para que ambos entregassem finanças, documentos e eletrônicos à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal (STF) — para que o eleitor “saiba quem é ladrão nesse país”.

Banco Master, Daniel Vorcaro e o escândalo do INSS

O caso do Banco Master foi citado 19 vezes ao longo do debate; e o escândalo do INSS foi citado outras sete vezes.

O Banco Master veio à tona, na maior parte do tempo, trazido por Flávio Bolsonaro, que tratou do tema 12 vezes e citou da reunião de Lula com Daniel Vorcaro e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e quando caiu de um suposto repasse de R$ 30 milhões ao Instituto Lula e fez ataques à Polícia Federal.

O presidente, por sua vez, trouxe o assunto à tona sete vezes, falando do repasse de R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro a Flávio; da compra de uma mansão de R$ 10 milhões ententeug recebeu salário de senador; e de que foi em sua gestão que Vorcaro foi preso. Ao longo do debate, Lula cobrou a resposta sobre os R$ 134 milhões doze vezes.

O escândalo do INSS também foi relatado sete vezes: Flávio Bolsonaro trouxe o asunto à baila seis vezes, acusando desvios de R$ 5 milhões de “velhinhos” e fazendo transações a Frei Chico, irmão de Lula, e ao “Careca do INSS”. Lula, por sua vez, citou o assunto uma vez, pontuando que uma quadrilha trabalhava desde o governo anterior e que ela foi desarticulada pela Polícia Federal sob sua gestão.

Combate à corrupção precisa mudar agenda de governo

Embora o tema tenha sido muito mencionado no debate de domingo, dois candidatos não conseguiram apresentar propostas concretas e objetivas de combate à corrupção, algo que já foi verificado durante a campanha eleitoral de 2026.

Por isso, a Transparência Internacional – Brasil lançou, nesta segunda-feira (19), uma Carta-Compromisso diricada aos candidatos, com propostas para fortalecer a integridade pública, a transparência e a democracia.

A Carta-Compromisso inclui 15 propostas destinadas a reforçar a transparência pública, a protecção do espaço cívico, a melhoria do sistema de justiça, a reforma dos processos de nomeação para tribunais superiores e agências reguladoras, o combate ao branqueamento de capitais, a integridade fiscal, o controlo das alterações parlamentares e a protecção das instituições democráticas.

A Carta-Compromisso foi semperada aos dois candidatos à Presidência, para que eles assinem e se comprometam publicamente com o fortificação da integridade pública, do aprimoramento da nossa democracia e com a redução dos espaços para a corrupção e captura do Estado.

“O Brasil assistiu a um debate sobre corrupção sem ouvir propostas contra a corrupção. Viu um debate sobre criminosos, não sobre soluções. O combate à corrupção não pode existir apenas como ataque político. Precisa existir como agenda de governo. A Carta-Compromisso quer ajudar a preencher essa lacuna e oferecer aos eleitores critérios para valorar o que cada candidato propõe e como se compromente afronta um dois problemas que mais prejudicam nosso país”, disse Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil.

Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Palestra discute apropriação privada de material biológico humano

Encontro on-line com a professora Joana Piriquito Santos, de Portugal, será em 30 de outubro,…

Campanha de Lula apresenta acordo com Flávio para abrir sigilos

O senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou nesta quinta-feira (22) um termo assinado pelos candidatos à…

Debate da Band: candidatos citaram ‘corrupção’ 12 vezes, mas não apresentaram propostas concretas

As palavras “corrupção” e “corrupto” foram citadas 17 vezes pelos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro…