Quem circula pela Mogi-Bertioga vai ver alguns serviços praticados pela Concessionária Litoral Norte (CLN), como insensato e com falta de conhecimento de logística. A reportagem do Jornal Impresso Brasil (JIB) percorreu as rodovias Mogi-Bertioga (SP-098) e Mogi-Dutra (SP-088) para ver o estado de conservação nas duas rodovias que cortam os municípios do Alto Tietê, Região Metropolitana da Grande São Paulo e do Litoral Paulista.

Em termos de conservação, os serviços deixam a desejar, tanto em uma via como na outra rodovia, o mato toma conta, cobrindo placas de sinalização e ainda demonstrando a falta de zelo na sinalização de solo em alguns trechos e alguns dos serviços praticados pela concessionária que chegam a irritar os motoristas.
Por exemplo, a colocação de cones na extensão da Mogi-Bertioga nos períodos de pico para quem desce a serra (altura do km 80 a 90) e também para quem sobe foi um trabalho bem criticado por quem faz uso da rodovia. ”Os cones foram postos quase no meio da outra faixa, ocasionando a queda de muitos deles que ficaram espalhados pela rodovia”, relatou Marco Aurélio Bezerra, advogado, 45 anos, morador de São Paulo.

Outro problema que insiste a concessionária é fechar com cones a Mogi-Bertioga para quem sai do bairro do Indaiá, entra na Mogi-Bertioga sentido Mogi das Cruzes. O problema é que, no início, pouco antes do posto da polícia rodoviária, a CNL fecha a via e direciona o trânsito para a Rio-Santos (SP-055 ou BR-101), ocasionando mais tempo na volta e gerando congestionamento na Rio-Santos que, em dias normais, já congestiona esse trecho na altura do Riviera São Lourenço. ”Sem contar que é desnecessário esse fechamento, tendo em vista que a Mogi-Bertioga fica livre, mesmo assim, a concessionária insiste no fechamento da via”, lamentou pelo serviço prestado Maria Auxiliadora, engenheira civil, 57 anos, residente em Arujá.
A reportagem também questionou a iluminação nos 10 quilômetros de serra na Mogi-Bertioga. ”Esse trecho poderia muito bem ser melhorado, ocasionando mais segurança para quem utiliza a rodovia”, opinou Flávio da Cunha, taxista residente em Itaquá. Em contato com a assessoria de imprensa da CNL, todas as indagações foram respondidas, confira abaixo:

1) Quais são os motivos desta interdição na Mogi-Bertioga, desviando o trânsito para a Rio-Santos, sentido Riviera?
RESPOSTA: Assim como outras ações que vêm sendo aplicadas pela Concessionária, essa interdição visa a melhoria do tráfego local para todo o viário das rodovias SP 098 e SP 055, Mogi-Bertioga e Bertioga-Riviera, respectivamente. O trânsito vindo de Riviera para Santos e Mogi das Cruzes flui de forma mais rápida e com segurança, dado que o motorista que sai do bairro Indaiá e acessa a alça do dispositivo se depara com o tráfego liberado pelo acostamento da Riviera/Santos, evitando acidentes. A medida é momentânea até que se encerre a lentidão, voltando o tráfego ao seu curso normal.
2) Haja vista que a Rio-Santos geralmente gera mais movimento de carros do que a Mogi-Bertioga, o que nos faz tentar entender quais os motivos desta alteração, forçando os motoristas a entrarem em uma rodovia bem mais movimentada, sendo que poderia muito bem evitar isso, com a liberação direta para quem sai de Bertioga (Indaiá) e se direciona sentido Mogi das Cruzes. Poderia informar o ponto de vista da engenharia?
RESPOSTA: Do ponto de vista da engenharia de tráfego, o direcionamento desse público do Indaiá para o dispositivo de Riviera nos momentos de pico, durante a operação reversível no local, colabora para a redução do entrelaçamento de veículos no dispositivo de retorno do km 214,600 da SP 055. Isso geraria mais congestionamentos na região e riscos de acidentes.
3) Outra coisa que chama a atenção, postada por leitores deste jornal, é a separação de faixas. Para quem vem de Mogi sentido Bertioga, poderia em boa parte de sua extensão utilizar duas faixas, porém, a concessionária não utiliza deste benefício para facilitar e agilizar a chegada até o litoral, Quais os motivos para não aplicar esse serviço através de cones para facilitar o trânsito, o que também serve na volta onde a maioria retorna na terça ou quarta-feira?
RESPOSTA: Esta ação é utilizada pela Concessionária desde o início de suas atividades por meio da “Operação Reversível”, na qual a descida da Serra Mogi-Bertioga, sentido sul, é operada com duas faixas de rolamento e a subida Bertioga-Mogi, sentido norte, com uma faixa de rolamento. No retorno, não é necessária essa ação, já que a SP-098 já possui duas faixas de rolamento para subida, sentido norte. O usuário, portanto, encontra essa configuração rotineiramente.
4) Outra reclamação de munícipes é que, em boa parte da rodovia Mogi-Bertioga, quando se faz uso de cones, eles acabam sendo colocados distantes das sinalizações de solo, ocasionando em muitos casos, acidentes ou a derrubada de vários deles, como já foi presenciado pela nossa equipe de reportagem. Neste caso, existe orientação aos funcionários que prestam estes serviços?
RESPOSTA: A sinalização por cone representa a confirmação da implantação constante da “Operação Reversível”. As viaturas fazem a manutenção constante desse levantamento de cones, visando a segurança e a fluidez viária. Atualmente, compreendendo a necessidade de melhorar a região, a Concessionária adicionou no seu portfólio de recursos a moto, que traz mais agilidade para a execução deste serviço. O veículo também auxilia em atendimentos iniciais e de sinalização emergencial. As operações especiais são uma iniciativa da Concessionária para melhorar a fluidez do trânsito. E é importante destacar que o motorista precisa respeitar os limites de velocidade para evitar incidentes com os cones dispostos na pista.

5) A serra na Mogi-Bertioga (SP-098) tem cerca de 10 km aproximadamente. Existem estudos para iluminação e pontos estratégicos para contatar a concessionária responsável pela rodovia?
RESPOSTA: A implantação de iluminação em toda a extensão da Mogi/Bertioga está diretamente ligada às obras de ampliação, as quais dependem de licenciamento ambiental. A CNL está em fase de estudos técnicos.
É importante frisar que todas as ações da Concessionária visam beneficiar o coletivo. Estudos, testes e avaliações iniciais estão em progresso, visando a segurança e fluidez viária. Todos os pontos levantados pelos usuários serão observados pela Concessionária para ações futuras.