Asessão da Câmara Municipal de Guarulhos de segunda-feira (23) foi palco de uma batalha entre vereadores em torno de requerimentos rejeitados. Dentre os apresentados, cerca de seiscentos tiveram como autor o vereador Geleia Protetor (PSD), que vem usando do instrumento não apenas para tentar travar os trabalhos, mas peitar o governo do prefeito Lucas Sanches (PL). Todos acabaram sendo rejeitados.
Fora os de Geleia, que não compareceu à sessão, outros ensejaram debates acalorados.
Maurício Segantim, o Maurício Guti (Mobiliza), desejava saber se havia irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura e uma empresa responsável por montar a iluminação de Natal no Viaduto Cidade de Guarulhos, um dos cartões-postais da cidade. Indignado após a votação, o autor declarou que procurará outros meios, como o Ministério Público (MP).
Outro com a mesma finalidade de autoria do Delegado Gustavo Mesquita (Republicanos) também acabou arquivado. Assim como Maurício, ele se mostrou descontente com a postura da maioria dos colegas e classificou de “acadelada” a postura do parlamento perante o Executivo. O líder do governo, Geraldo Celestino (Mobiliza), valeu-se da tribuna para repudiar a declaração.
Na mesma sessão, também foi colocada em votação uma série de projetos que acabaram sendo vetados integral ou parcialmente.
De autoria dos vereadores Rafa Marques (MDB) e Ticiano Neves (PSD), afastado, foi derrubado um que regulamenta a jornada de trabalho dos guardas municipais. Por outro lado, o que criava uma política municipal para cuidados de pessoas idosas, de Miguel Martello (Republicanos) teve o veto mantido.