Os habitantes de Guarulhos tiveram esta semana motivos de sobra para se revoltar com a postura dos seus 34 representantes no Legislativo. As duas sessões ordinárias da Câmara Municipal deixaram ao largo os reais dilemas que afligem a segunda maior cidade de São Paulo em população.
Na sessão ordinária de quarta-feira (21), nenhum dos mais de 120 itens foi posto para debate. As mais de duas horas foram dedicadas a duas Moções de Repúdio apresentadas por Kleber Ribeiro (PL): uma contra parlamentares do PT no Congresso Nacional que não assinaram o pedido de CPI para investigar as fraudes na Previdência Social e outra para repudiar um ato racista praticado contra um vereador no município da Serra (ES).
Não bastasse isso, Kleber disse que divulgaria em suas redes os vereadores que votassem contra as suas Moções. Foi aí que começou a confusão. Logo depois, por meio de postagem, acusou o líder do governo Lucas Sanches (PL), Geraldo Celestino (Mobiliza), de, supostamente, ter influenciado os demais a votar contra, chamando-o de “vergonha”.
A postura gerou desconforto nos outros vereadores ao ponto de Lamé Smeili (PCdoB) sugerir ao presidente Miguel Martello (Republicanos) que a opinião fosse apresentada ao Conselho de Ética. Geraldo respondeu que a Kleber falta experiência e contou um caso ocorrido em fevereiro, quando o seu pai teria pedido a ele que o “blindasse” de uma possível cassação. Após isso, uma troca de farpas aconteceu, com Kleber retrucando a Geraldo que, a partir daquele instante, seria seu “inimigo político” por expor uma situação familiar.