A Câmara de Arujá recebeu a audiência pública de prestação de contas do 2º quadrimestre de 2026, com presença expressiva de vereadores. Na primeira parte do encontro, o secretário municipal de Finanças, Caio Araújo, apresentou os dados da execução orçamentária e os indicadores fiscais do município, com valores acumulados até agosto.
Segundo o balanço, a receita arrecadada chegou a R$ 476,6 milhões, crescimento de 10,83% em relação ao mesmo período de 2025. O ICMS foi a maior fonte individual de recursos, com R$ 100,2 milhões. Entre os tributos municipais, o ISS se destacou: a arrecadação passou de R$ 45,4 milhões em 2025 para R$ 57,3 milhões em 2026, alta de 26,2%.
As despesas empenhadas somaram R$ 665,9 milhões até agosto. Caio explicou que esse valor inclui contratos empenhados para todo o ano, enquanto ainda resta um quadrimestre de arrecadação. A apresentação apontou que os dados exigem acompanhamento, mas não permitem concluir, neste momento, que o município encerrará 2026 com déficit.
O secretário também apresentou os índices de aplicação em Saúde e Educação. Considerando as despesas liquidadas, os percentuais informados foram de 28,07% em Saúde e 30,19% em Educação. Já a despesa com pessoal do Poder Executivo correspondeu a 39,053% da receita corrente líquida, abaixo do limite de 54% indicado no relatório.
Após a exposição dos números, Caio Araújo respondeu aos vereadores sobre o pagamento de complementos do piso salarial da enfermagem municipal e o equilíbrio da receita em relação às previsões orçamentárias. Na etapa aberta ao público, esclareceu perguntas sobre o desligamento de um estagiário da Secretaria de Finanças e a taxa de uso e ocupação do solo cobrada dos feirantes.
A audiência foi conduzida pelo vereador Leandro Larini (PL), vice-presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. Também participaram os vereadores Reynaldinho (PSD), Profª Cris (PSD), Luciano Lima (PP), Tiago Ursão (MDB), Divinei (PL), Caio Mãos Solidárias (UNIÃO), Professor Danilo (PSD) e Robertinho Marques (PSD).