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Após incêndio, alunos e professores prestam homenagem ao Instituto de Educação em Paranaguá

A manhã desta segunda-feira, 6, foi marcada por comoção em frente ao Instituto Estadual de Educação (IEE) Dr. Caetano Munhoz da Rocha. O local, atingido por um incêndio no último sábado, 4, segue interditado enquanto equipes técnicas avaliam os danos e organizam os próximos passos.

Durante toda a manhã, alunos e membros da comunidade escolar estiveram em frente à instituição, que é considerada um importante patrimônio histórico e educacional da cidade. O incêndio impactou profundamente a rotina e a memória coletiva de Paranaguá.

Corpo de Bombeiros

O Tenente-Coronel Douglas, comandante do  8.º Batalhão de Bombeiro Militar de Paranaguá, explica que, neste momento, o trabalho da corporação está voltado à transição da área para a Polícia Científica, responsável pelas investigações e elaboração dos laudos periciais. “No dia de hoje o Corpo de Bombeiros está passando a estrutura para a Polícia Científica que vai conduzir agora as investigações, os laudos periciais que muito provavelmente eles vão produzir”, informa.

Segundo ele, foi realizada uma vistoria preliminar com uso de drone equipado com câmera térmica para verificar a temperatura dos ambientes e garantir a segurança das equipes que atuarão na perícia. “A gente fez também uma visita preliminar justamente para verificar a questão da temperatura, trouxemos o drone com câmera termal para verificar as temperaturas dos ambientes, para garantir a segurança dessas equipes da Polícia Científica”, comenta.

“No dia de hoje o Corpo de Bombeiros está passando a estrutura para a Polícia Científica que vai conduzir agora as investigações, os laudos periciais que muito provavelmente eles vão produzir”, afirma o Tenente-Coronel Douglas, comandante do  8.º Batalhão de Bombeiro Militar de Paranaguá
“No dia de hoje o Corpo de Bombeiros está passando a estrutura para a Polícia Científica que vai conduzir agora as investigações, os laudos periciais que muito provavelmente eles vão produzir”, afirma o Tenente-Coronel Douglas, comandante do 8.º Batalhão de Bombeiro Militar de Paranaguá

Apesar do combate às chamas já ter sido encerrado, o Corpo de Bombeiros segue monitorando o local para evitar possíveis reignições e assegurar condições seguras de trabalho. O comandante destacou ainda que o prédio possuía grande quantidade de material combustível, como madeira em sua estrutura interna incluindo assoalho, janelas, portas e escadas, além de papéis e materiais armazenados no subsolo, como itens de biblioteca e equipamentos elétricos, o que contribuiu para a rápida propagação do fogo. “A parte interna dele era assoalho, janelas, portas, escadas, todas elas eram em material combustível, madeira. E somado ainda à grande carga de incêndio que tinha através dos papéis que ali estavam”, observa.

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) coordena as ações emergenciais desde o ocorrido. No domingo, 5, representantes do Núcleo Regional de Educação (NRE), da Fundepar e da Defesa Civil estiveram no local acompanhando a situação. Uma força-tarefa foi mobilizada para garantir a continuidade das atividades escolares.

NRE

De acordo com o chefe do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá, Paulo Penteado, o processo está sendo conduzido de forma coletiva. “Desde sábado estamos em diálogo com as direções e acompanhando de perto cada etapa do processo”, diz. Ele destaca que há diálogo constante com as direções escolares para definir estratégias que assegurem a continuidade das aulas da maneira mais organizada possível.

Uma reunião também foi agendada com representantes de uma instituição de ensino superior, que avalia a possibilidade de ceder espaço para atender todas as turmas. Atualmente, o Instituto conta com 18 turmas no período da manhã e 15 à tarde. A proposta é manter todos os estudantes em um único local, evitando a divisão entre diferentes estruturas.

Nos próximos dias, o Corpo de Bombeiros deve emitir um laudo técnico que servirá de base para a perícia. Após essa etapa, o Fundepar iniciará a avaliação estrutural do prédio e definirá as intervenções necessárias para sua recuperação, seguindo os critérios de segurança. 

IEE

A diretora auxiliar da instituição, Paula Regina Geraldo, afirma que este é um momento difícil para toda a comunidade escolar. “Hoje é um dia atípico para a gente, um dia que seria para a gente começar nas nossas salas de aula, lá dentro da nossa escola. E essa situação tirou o nosso chão”, lamenta. Segundo ela, cerca de 1.300 alunos são atendidos pelo Instituto, que oferece desde o ensino fundamental até cursos técnicos, incluindo administração e magistério. Ela ressalta que as equipes estão se reorganizando para garantir suporte aos estudantes e retomar as aulas o mais breve possível.

Já a professora Elaine Bestana Gimenez, ex-diretora da instituição por mais de 25 anos, demonstrou forte emoção ao falar sobre a perda. “Nós perdemos o baluarte da educação parnanguara”, avalia. Para ela, o Instituto representa um símbolo da educação em Paranaguá e um ponto de referência para a cidade. Ela relembrou a importância histórica e arquitetônica do prédio, frisando que o Instituto de Educação é um espaço único, marcado por sua estrutura e significado para gerações de alunos.

“Nós perdemos o baluarte da educação parnanguara”, ressalta a professora Elaine Bestana Gimenez, ex-diretora do IEE
“Nós perdemos o baluarte da educação parnanguara”, ressalta a professora Elaine Bestana Gimenez, ex-diretora do IEE
“Nós perdemos o baluarte da educação parnanguara”, ressalta a professora Elaine Bestana Gimenez, ex-diretora do IEE

Força-tarefa

O governador Ratinho Júnior indicou a criação de uma força-tarefa para viabilizar a revitalização do prédio, com o objetivo de preservar a história e a importância do Instituto para Paranaguá e todo o litoral do Paraná. Enquanto isso, a Secretaria da Educação reforça que todas as medidas estão sendo adotadas para garantir a segurança da comunidade escolar e organizar a retomada das atividades de forma adequada.

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