A cantora Anitta declarou apoio a Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou que considera Paes o melhor prefeito do Rio desde que passou a votar.
“O Eduardo Paes foi o melhor prefeito que a gente teve. Desde que eu tirei… eu tenho 33 anos, desde que eu tirei o meu título de eleitor, este é o melhor prefeito que a gente teve”, disse a cantora. (Vídeo no final da matéria).
Histórico administrativo
Anitta defendeu que o histórico administrativo dos candidatos seja levado em consideração pelo eleitor.
“É ver o que a pessoa fez. O que que a pessoa fez? O que que o Eduardo Paes fez? Olha para a cidade, olha as obras que o cara fez. Presta atenção na política, no que é feito de verdade”, afirmou.
A cantora também criticou o uso de pautas religiosas e morais na campanha.
“A única coisa que a gente tem que ver quando a gente vai para uma urna não é se ‘é Jesus’ ou ‘Oxalá’, é ‘Nossa Senhora’ ou ‘é não sei o quê’. Não é isso, não.”
“Presta atenção na política, no que é feito de verdade. Não nessas palhaçadas de ‘o viado não pode ser viado’, ‘agora sapatão não pode ser sapatão’.”
Críticas à família Bolsonaro
Sem mencionar diretamente o nome no trecho do vídeo, Anitta também fez críticas a uma família política que, pelo contexto da manifestação, se refere à família Bolsonaro. A cantora tem histórico público de oposição política ao grupo.
“Eu me recuso a falar o nome, porque desde criança eu tenho vontade de morrer quando eu escuto o nome desta família, entendeu? Desde criança acabando com o Rio de Janeiro.”
Cenário eleitoral e a ação de Garotinho
A manifestação ocorre em meio à disputa pelo comando do Palácio Guanabara. Na apuração divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Douglas Ruas (PL) terminou o primeiro turno na liderança, com 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes recebeu 42,76%.
O cenário eleitoral ainda é atravessado pela discussão judicial envolvendo os votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos). Nesta segunda-feira (5), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, deu dois dias para o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestar após Garotinho pedir a desistência do recurso que tentava reverter o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio.
Garotinho pede que o TSE homologue a desistência e encerre o recurso. Em termo assinado pelo próprio candidato, ele declara que a decisão é voluntária e solicita formalmente “o encerramento do recurso”.
A desistência pode mudar o resultado da eleição. Sem os votos de Garotinho na base de cálculo, Ruas supera os 50% necessários para vencer no primeiro turno. A retirada desses votos reduz o universo de votos válidos usado para calcular o percentual dos demais candidatos. Ruas, portanto, passa da maioria absoluta exigida para a eleição em primeiro turno.
Até então, os votos de Garotinho eram considerados no cálculo enquanto o recurso estivesse pendente. A regra eleitoral permite que um candidato com registro indeferido e recurso em andamento receba votos, que ficam com a validade condicionada à decisão definitiva sobre sua candidatura.
Ruas e Paes, porém, ainda aparecem oficialmente classificados para o segundo turno. A alteração do resultado depende da formalização dos efeitos da desistência do recurso pela Justiça Eleitoral.