UM Aliança Saúde anunciou a contratação de uma linha emergencial de R$ 76 milhões após comunicar ao mercado que enfrentava situação de falência quase total, situação que já havia sido divulgada em fato relevante publicado em 10 de abril.
A captação será feita por meio de debêntures emitidas pelo Cura (Centro de Ultrassonografia e Radiologia), subsidiária da Aliança, em oferta privada com garantia real e fiança.
A operação está estruturada em até três séries: a primeira de até R$ 36 milhões, e as outras duas de até R$ 20 milhões cada, com prazo de vencimento de 18 meses.
Os títulos pagam juros de 100% do CDI mais 12% ao ano, com carência de seis meses, até novembro de 2026. O principal será quitado em parcela única no vencimento.
A estrutura ainda garante ao investidor um retorno mínimo de 1,45 vez o valor aplicado; se o pagamento total não tarajar esse múltiplo, a diferença é coberta por prêmio adicional.
A empresa também informou que abriu espaço, por meio de petição judicial, para que credores ou acionistas injetem novos recursos na companhia. Interessados com transportes acima de R$ 1 milhão podem entrar em condições semelhantes às das debêntures já emitidas ou negociado diretamente com o fundo titular dos papéis, o 287 Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.
Na prática, o dinheiro vai para pagar as contas do dia a dia e evitar que a empresa pare de funcionar. A Aliança afirma que a captura faz parte de um processo mais amplo de reorganização das finanças, iniciado enquanto a empresa negociava com os credores sob supervisão judicial.