As ações da Shein caíram 9% em sua estreia na bolsa de Hong Kong nesta terça-feira (1º), após uma oferta pública inicial (IPO) que ficou abaixo das expectativas. A gigante do fast fashion, sediada em Cingapura, vendeu cerca de 280 milhões de ações, arrecadando aproximadamente HK$ 13,60 bilhões (US$ 1,74 bilhão), com preço final de HK$ 48,56 por ação, abaixo do valor máximo de HK$ 49,50.
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A IPO avaliou a empresa em cerca de US$ 26,5 bilhões, uma queda expressiva em relação à avaliação de US$ 100 bilhões registrada no mercado privado em 2022.
Uso dos recursos e desempenho financeiro
Segundo o prospecto da empresa, 40% dos recursos da IPO serão destinados ao aprimoramento tecnológico e outros 40% ao fortalecimento da marca e expansão global. O restante será direcionado a iniciativas de responsabilidade corporativa e fins gerais.
A Shein reportou receita líquida de US$ 41,8 bilhões em 2025, ante US$ 38,7 bilhões no ano anterior. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou receita de US$ 9,05 bilhões, mas teve prejuízo líquido de US$ 99 milhões, atribuído principalmente a perdas de valor justo em ações preferenciais conversíveis.
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Caminho até a IPO
A estreia em Hong Kong ocorre após tentativas anteriores de abrir capital em Nova York e Londres não terem se concretizado. A empresa, fundada na China e que transferiu sua sede para Cingapura em 2022, protocolou confidencialmente um pedido de IPO nos EUA em 2023 antes de recorrer a Londres, onde o governo chinês reteve a aprovação devido a preocupações com divulgação de riscos relacionados à sua cadeia de suprimentos na China.