Você com certeza já viu uma por aí, branco, compacto e sempre carregado de trabalho. O Fiat Fiorino é um antigo conhecido das ruas brasileiras e segue firme no mercado há mais de 40 anos. Desde 1980, vem sendo uma das opções mais confiáveis entre os utilitários leves, conquistando tanto grandes frotistas quanto pequenos empreendedores.
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E a história continua: a Fiat já está vendendo o Fiorino 2026, que chega com preço sugerido de R$ 126.990. A versão continua sendo a Endurance, com carroceria sempre na clássica cor branca e sem alterações na lista de equipamentos
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Apesar da reputação de robustez, o Fiorino não está livre de críticas por parte dos proprietários. Muitos relatos apontam problemas de infiltração de água na cabine, algo que pode afetar diretamente o uso diário do utilitário, especialmente em dias de chuva intensa.
Além disso, há queixas recorrentes quanto aos recalls e desgaste prematuro de componentes como o volante, o que pode gerar custos extras com manutenção em períodos mais curtos do que o esperado.
Reclamações dos donos de Fiorino
Infiltração
Imagem: Divulgação
“Procurei a Fiat no dia 10/01/2025 por conta de uma infiltração de água na cabine do Fiorino, com menos de 3 meses de uso. A concessionária prometeu resolver o problema, mas depois me enviou um orçamento de R$ 500 para retirar o carpete.”
A cliente também foi informada de que possíveis danos ao motor causados pela infiltração seriam de responsabilidade dela.
A Fiat respondeu que, após análise detalhada do caso, o reparo foi negado por ter sido identificado um agente externo como causa do problema, o que, segundo a montadora, não é coberto pela garantia.
“Meu veículo está há duas semanas na concessionária por conta de entrada de água. A garantia foi negada, já que o carro está com 1 ano e 2 meses de uso, mas o problema foi identificado como defeito de montagem, falha na vedação da calha do para-brisa.”
O consumidor completou dizendo que considera inaceitável a situação, já que se trata de um defeito oculto em um bem durável, que não deveria apresentar esse tipo de falha em tão pouco tempo de uso.
Apesar do veículo estar fora da garantia (20/02/2023 a 20/02/2024), a Fiat informou que realizará o reparo sem custos, como cortesia, por considerar o cliente importante e visando manter sua satisfação.
“Comprei um Fiorino zero em novembro e desde então o carro apresenta infiltrações constantes. Mesmo após diversos reparos na concessionária, o problema persiste.”
A reclamação acima foi resolvida.
Problemas com recall

Imagem: Divulgação
Um Fiorino 2025 foi incluído em um recall por risco de acidente. Há 25 dias foi feito o agendamento em uma concessionária para a troca da peça, mas até o momento o componente não foi enviado pela Fiat.
O veículo é utilizado diariamente para trabalho, e o atraso na substituição da peça mantém o condutor em risco constante. Para o consumidor, a situação levanta questionamentos quanto à competência da Fiat do Brasil em lidar com casos que envolvem segurança e agilidade no atendimento ao consumidor.
Resposta da Fiat: “Foram realizadas tentativas de contato para informar sobre o atendimento, porém sem sucesso, desta forma, o protocolo foi encerrado e enviado uma mensagem via WhatsApp para seu conhecimento.”
Um consumidor comprou um Fiorino 2015 em outubro de 2024 e não consegue transferir o veículo devido a um recall pendente do airbag.
Agendou o serviço na concessionária mas o atendimento foi cancelado por falta da peça. O dono do Fiorino procurou quatro concessionárias, todas sem solução.
Segundo a Fiat, em consulta realizada aos sistemas Fiat e SENATRAN, não consta nenhuma pendência de recall vinculada ao chassi do veículo informado.
“Comprei e revendi um Fiorino 2016, mas na hora da transferência apareceu um recall do airbag. Procurei várias concessionárias e não há peça nem previsão. O carro está com o novo dono, o prazo do recibo está vencendo, e isso pode gerar multa e pontos na CNH. É um absurdo ter recall sem peça para atendimento.”
A Fiat informou que, para dar continuidade ao atendimento, é essencial que o atual proprietário do veículo compareça a uma concessionária, para que a loja possa solicitar a peça necessária e agendar o recall assim que estiver disponível.
Desgaste prematuro

Imagem: Divulgação
O dono de uma empresa possui uma frota de 4 Fiorinos e, desde sua fundação em 1994, trabalha exclusivamente com essa linha de veículos, demonstrando amplo conhecimento e experiência com o modelo. No entanto, nos últimos anos, a equipe passou a perceber uma queda significativa na qualidade dos materiais utilizados nos modelos mais recentes.
Um exemplo é uma Fiorino ano 2019, com apenas 20.000 km rodados, utilizada diariamente pela mesma pessoa e com todos os cuidados necessários. Ainda com cerca de 15.000 km, o volante já apresentava sinais de desgaste, que se agravaram consideravelmente até os 20.000 km.
Segundo ele, não há uso de anéis, luvas ou qualquer item que possa comprometer o revestimento do volante, o que leva à conclusão de que o desgaste prematuro é resultado da má qualidade do material empregado.
Conforme contato telefônico, a Fiat informou que, para uma análise adequada do relato, é necessário o comparecimento do veículo a uma concessionária da rede. No entanto, o consumidor informou não ter disponibilidade, o que impossibilita a empresa de prosseguir com a avaliação da ocorrência.
Em um segundo relato, um Fiorino da empresa foi levada à concessionária com 9.474 km rodados e 11 meses de uso, apresentando desgaste no volante.
A concessionária atribuiu o problema ao uso de aliança durante a condução. Contudo, o motorista negou o uso de qualquer anel, mas a concessionária manteve sua posição e recusou-se a substituir o volante.
Em resposta à reclamação, a Fiat informou que a garantia cobre apenas defeitos ou vícios de fabricação. Segundo a análise realizada, foi constatado que as peças apresentavam danos causados por agente externo, o que, conforme o manual de garantia do veículo, não é passível de cobertura.