Os vereadores de São Paulo deram na terça-feira (16) o primeiro passo para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. De forma simbólica, o texto, que sofreu modificação, foi aprovado em primeira votação. Caso venha ser sancionada, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) terá direito a cerca de R$ 138,6 bilhões em caixa para investimentos. A cifra representa um crescimento de mais de 50% na arrecadação estimada, ao se comparar com os últimos quatro anos.
É por meio dela que a Prefeitura esboça o quanto pode ser gasto em todas as áreas. Há quatro anos, a mesma estimativa era de R$ 90,1 bilhões. Isso significa que São Paulo registrou aumento de 53,8% na previsão orçamentária.
Ao se comparar com LDO de 2026, aprovada em junho do ano passado, o aumento foi de apenas 7,5%. O número mantém São Paulo como o terceiro maior orçamento do Brasil, atrás da União e do governo paulista.
Ana Carolina Oliveira (PODE), escolhida para relatar o texto, reforçou a participação de grupos e associações na elaboração da LDO por meio de audiências. “O substitutivo reafirma o nosso compromisso com as pessoas, fortalecendo políticas públicas que promovem a proteção, o cuidado, a participação e mais qualidade de vida para a população paulistana”.
Somente as bancadas do PT e do PSOL votaram contra.
O mais enfático foi Celso Giannazi (PSOL) que reforçou pontos como o aumento da dívida da cidade e a elevação da renúncia fiscal.
Ainda não há data definida para a segunda votação.