O ex-jogador Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians, registrou uma denúncia na Polícia Civil de São Paulo alegando ter sido vítima de um golpe aplicado por sua ex-advogada. Segundo o ex-atleta, cerca de R$ 479 mil, referentes a um processo judicial que ele venceu, foram sacados sem sua autorização e nunca repassados a ele.
O caso, registrado como apropriação indébita e estelionato, está sob investigação no 17º Distrito Policial (Ipiranga). Marcelinho afirma que o valor foi liberado pela Justiça em janeiro de 2025, meses após ele ter encerrado formalmente o contrato com a profissional.
Descoberta por acaso em uma “live”
A descoberta do suposto desvio aconteceu de forma inusitada. Marcelinho contou em depoimento que estava realizando uma transmissão ao vivo nas redes sociais quando um seguidor comentou sobre o processo envolvendo a massa falida das “Fazendas Reunidas Boi Gordo”, do qual o ex-jogador era credor.
Curioso e desconfiado, Marcelinho foi checar o site do Tribunal de Justiça e tomou um susto:
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O sistema mostrava que o pagamento de R$ 479.427,92 já havia sido realizado;
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O dinheiro foi depositado diretamente na conta da ex-advogada em 28 de janeiro de 2025;
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O ex-jogador garante que não foi informado sobre a liberação do recurso.
Vínculo encerrado
Um dos pontos centrais da denúncia é que o vínculo com a advogada teria sido rompido em junho de 2024, seis meses antes do saque. Marcelinho relatou à polícia que, após descobrir a movimentação, tentou contato com os responsáveis pelo escritório, mas não obteve retorno nem prestação de contas.
Ainda segundo o depoimento, a advogada teria tentado depositar uma parte do valor em juízo posteriormente, o que o ex-jogador interpreta como uma tentativa de “se eximir da responsabilidade” após a descoberta do desvio.
Próximos passos
Além do inquérito policial que investiga o crime de estelionato, Marcelinho Carioca tomou medidas administrativas:
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Representação na OAB: Ele protocolou uma queixa na Ordem dos Advogados do Brasil para que a conduta da profissional seja analisada.
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Inquérito Policial: A polícia deve convocar a advogada para prestar depoimento e explicar por que o valor não foi transferido ao cliente.
Até o momento, a defesa da advogada não se pronunciou publicamente sobre as acusações. O espaço segue aberto para manifestação.