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O “roubo do roubo”: relógios de luxo somem do Instituto de Criminalística e são oferecidos de volta a investigado – Gazeta Brasil

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A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo abriu investigação após o desaparecimento de 12 relógios de luxo do prédio do Instituto de Criminalística (IC), localizado na Zona Oeste de São Paulo. As peças, que juntas valem mais de R$ 1 milhão, já foram recuperadas.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os relógios foram levados a um laboratório do IC responsável por análises de crimes contra o patrimônio, com acesso restrito a poucos servidores. O desaparecimento teria acontecido no mesmo dia em que chegaram ao local, em 16 de março.

Os relógios haviam sido apreendidos anteriormente, em 25 de setembro do ano passado, por policiais do 35º Distrito Policial, no Jabaquara, durante investigação sobre receptação de produtos roubados. Após a apreensão, os objetos só foram encaminhados ao Instituto de Criminalística meses depois.

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A investigação está sendo tratada inicialmente como possível furto ou peculato, que ocorre quando um servidor se apropria de bens públicos ou sob sua guarda. A Corregedoria já solicitou imagens das câmeras de segurança do IC para identificar os responsáveis. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

O advogado de um suspeito investigado por receptação informou que, após o desaparecimento, os relógios teriam sido oferecidos novamente ao seu cliente em 19 de março. Ele recebeu as peças, mas as devolveu imediatamente à Corregedoria.

Em nota, a SSP destacou que diligências estão em andamento e que a Superintendência da Polícia Técnico-Científica está colaborando com as investigações. “A Corregedoria da Polícia Civil instaurou inquérito policial para apurar o caso, investigado como possíveis crimes de furto e peculato, a depender da autoria. As imagens de câmeras de monitoramento foram solicitadas para análise, além de diligências para identificação dos responsáveis”, disse a secretaria.

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O órgão também reforçou o compromisso com transparência e legalidade, garantindo que os desvios de conduta sejam rigorosamente apurados.

O caso ocorre em meio a outros episódios de suspeita de corrupção na região. Recentemente, a delegacia do Jabaquara foi alvo da Operação Bazaar, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, que investiga pagamento de propina a policiais para não investigarem crimes de lavagem de dinheiro. Na ação, um delegado e investigadores chegaram a ser presos.

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