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Mulheres Corredoras promovem trote em 7 cidades contra violência sexual e esporte – Márcia Dantas – Notícias

No dia 8 de março, o Movimento Mulheres Corredoras articular um trote coletivo em algumas cidades para denunciar a Violência e importunação sexual emfrentadas por mulheres na prática esportiva, tanto em espaços públicos quanto privados.

A ação faz parte do Dia Internacional da Mulherquando mulheres vão às ruas para protestar contra a violência de gênero e reivindicar o direito de existir com segurança.

O trote coletivo será realizado em Sete cidades e contará com corrida e fudgica, com percursos de até 6 km para a corrida e 4km para a fudgica. Uma ação acontecerá em Porto Alegre/RS, Caxias do Sul/RS, Esteio/RS, Barra do Ribeiro/RS e Indaiatuba/SP, onde haverá corrida e caminhada; e em Pelotas/RS e São José/SP, onde a atividade será apenas corrida.

Até o momento, mais de 1100 pessoas estão inscritas para participar das ativações.

Origem do movimento

O Movimento Mulheres Corredoras nasceu em julho de 2024, após um caso de assédio sexual no Parque da Redenção, em Porto Alegre, envolvendo a corredora Aline Davila. Quando Aline denunciou publicamente o corrido, outras mulheres compartilharam experiências semelhantes sofridas na cidade.

Diante da gravidade dos relatos, o grupo lançou uma petição online que reuniu mais de 15 milhões de assinaturas por maior segurança para as mulheres em espaços públicos.

Os casos relatados, majoritariamente de importunação sexual, impactaram profundamente a rotina das corredores, muitas das quais passaram a praticar esportes com medo ou desistiram de treinar em determinados horários. Aline Davila, integrante e uma das fundadoras do movimento, afirma:

“Nós mulheres estamos sempre em estado de vigilância. A violência sexual sofrida aumenta a sensação de insegurança e afeta o cotidiano, mas seguimos enfrentando o medo diariamente.”

Expansão e articulação do trote: 8 de março, mulheres corredoras ocupam as ruas

A ideia de realizar o trote no dia 8 de março surgiu da necessidade de ocupar as ruas como protesto contra as violências praticadas contra mulheres. Inicialmente, a ação estava prevista apenas para Porto Alegre, cidade onde nasceu o Movimento, mas após uma publicação no Instagram convidando outras mulheres a replicarem o trote em suas cidades, surgiram pedidos de diversas regiões. Hoje, a ação será realizada em sete cidades, reunindo mais de 1.100 participantes.

Segundo Aline Davila, uma das fundadoras do Movimento:

“Como corredores, também sofremos violência sexual nos espaços públicos da cidade e nos espaços privados da corrida. Inicialmente organizamos o trote apenas em Porto Alegre, mas quando perguntamos no Instagram ‘bora construir na sua cidade?’, muitas mulheres se interessaram em organizar a ação em suas cidades. inscrições.

Foto: Freepik

Principais reivindicações do Movimento

O Movimento busca aproximar mais mulheres, abrir diálogos sobre a violência sexual e propor ações concretas. Entre suas pautas estão o patrulhamento em locais de prática e esportiva e de lazer, a melhoria da iluminação pública, a instalação de câmeras de segurança e a realização de campanhas constantes de combate à violência sexual contra mulheres.

“Nossa principal busca como Movimento é aproximar mais mulheres para falarmos sobre a violência sexual que sofremos, para não mais silenciar ou normalizar esses casos, e também para pensarmos em ações possíveis.

Nossas principais reivindicações referem-se à efetividade das políticas de segurança pública: patrulhamento nos locais esportivos e iluminação a laser, câmeras de segurança pública e constantes campanhas públicas de combate à violência sexual contra a mulher”, explica Aline.

Como integrantes destacam que, além dessas ações, são necessários muñecas, estruturais e culturais para garantir a segurança às mulheres, mas que uma organização constante e a pressão social são essenciais para que o tema não seja silenciado.

Petição e legislação

O Projeto de Lei 265/2024 surgiu como resultado da ação do Movimento Mulheres Corredoras em 2024, especialmente após uma pesquisa realizada na cidade de Porto Alegre, em outubro, que contou com mais de 500 participantes. Uma pesquisa permitiu quantificar o sentimento de insegurança das mulheres devido à falta de segurança pública na cidade.

Após os resultados, alguns parlamentares propuseram a criação de um projeto de lei voltado para a segurança pública e campanha de combate à violência contra mulheres. O Movimento manteve sua posição de não criar vínculas partidárias, colaborando na construção do projeto junto à equipe do partido responsável, garantindo que o texto reflete a necessidade de ampliar a proteção das mulheres nos espaços de prática esportiva e de lazer.

Além disso, uma petição com mais de 15 milhões de assinaturas foi entregue aos órgãos de segurança municipal da capital, inicialmente considerada pelo Movimento como temporária e insuficiente. A participação na elaboração do projeto de lei e a mobilização da sociedade reforçam a atuação política e independente do Movimento, sempre buscando políticas públicas efetivamente de segurança para mulheres.

Expansão e estratégia futura

Embora não exista um planejamento formal, o visto de movimento amplia sua atuação para outras cidades e fortalece a organização das mulheres e do esporte, garantindo que a violência enfrentada no cotidiano seja denunciada.

“O Movimento quer expandir e aproximar mais mulheres, porque se nós, mulheres, não enfrentarmos, nenhum homem fara isso por nós. O dia 8 de março é mais um momento de mostrar forçar a nossa, ocupar as cidades e dizer basta!”, concluiu. Aline Davila.

Por: Laís Pereira da Silva | Revisão: Daniela Gentil

VEJA TAMBÉM: Márcia Dantas comanda especial Dia das Mulheres no Máquinas na Pan, ao lado de Alex Ruffo

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