A Yamaha é a segunda maior marca do Brasil e, há várias décadas, exerce um papel importante para a indústria nacional, comercializando cerca de 15% das motos no país, a depender do ano. Famosa por suas esportivas, a marca sempre é lembrada pela confiabilidade. Porém, é inegável que o brasileiro sente falta de algumas novidades da fabricante por aqui.
Recentemente, e sem muito alarde, a Yamaha tem lançado variantes menores, mas as grandes esportivas que caracterizam o estilo da japonesa chegam lentamente. Vizinhos próximos, como Argentina e Paraguai, já contam com R7 e MT-09 de última geração. Será que a vez do Brasil está próxima?
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Últimas novidades da Yamaha
Aqui no Brasil, a última grande novidade da Yamaha foi a big trail Ténéré 700, que, após promessa em meados de 2024, chegou efetivamente apenas no segundo semestre de 2025.
Antes disso, a marca havia lançado as novas gerações das MT-03 e MT-07. As expectativas pela chegada da irmã maior vieram junto, mas o tempo foi passando e nada mais se falou da família Master of Torque.
As novas MT chegaram com ajustes importantes para o mercado. Além da mudança estética, ambas foram atualizadas na ciclística e na tecnologia, passando a ser mais eficientes, seguras e conectadas ao smartphone.
Depois das novidades naked, a japonesa também atualizou suas motos mais simples, como Factor e Fazer, com algumas tecnologias e visual diferente, ainda em 2024. Já em 2025, trouxe a nova XMax 300.
A descontinuidade dos modelos mais robustos
Porém, em contrapartida a essa alavancada da marca com motos menores, os modelos maiores da Yamaha no Brasil, como a naked MT-09 e a sport touring Tracer 900, foram descontinuados no país.


Na época, a fabricante afirmou que a principal motivação seriam as exigências do Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), que, em fase mais avançada, restringiu as características desses modelos por aqui.
Com a atualização, a maior moto da Yamaha no Brasil passou a ser a MT-07, irmã em porte da Ténéré 700. Essa defasagem no lineup gerou reclamações dos consumidores, que, ao longo dos anos, viram modelos cativantes deixarem de ser comercializados por aqui. Fato é que, até hoje, os entusiastas da marca não engoliram o fim da comercialização da R1 no país, em 2016.


Será que as maiores motos Yamaha vêm para o Brasil?
Esta é a “pergunta de um milhão”. Ao que tudo indica, os planos da fabricante foram realmente impactados pela legislação de emissões nacional. Mesmo que haja políticas parecidas ao redor do mundo, o fato de outros países da América do Sul já contarem com modelos 700 e 900 faz parecer que a japonesa até pretendia trazer essas motos para cá, mas, por algum motivo, ainda não teve êxito nesse projeto.
Quando as 900 saíram de linha, a Yamaha afirmou, em nota ao Motoo, que: “[…] observa as tendências e está sempre atenta ao mercado de motocicletas brasileiro. A Yamaha continua investindo em novos produtos e na expansão da rede de concessionários no Brasil”.
Agora, resta saber se esses planos são reais, se a japonesa pretende trazer as novas motos para cá ou se teremos que nos contentar com o que temos.
* Questionamos a fabricante sobre a vinda de motos maiores para o mercado brasileiro, mas, até o momento da publicação desta matéria, não obtivemos resposta.
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