ACâmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em segundo turno, o uso da Bíblia Sagrada como material de apoio nas escolas públicas e privadas, com foco no estudo cultural, histórico, geográfico e arqueológico. A medida foi aprovada na terça-feira (8), com 28 votos a favor, 8 contra e 2 abstenções. Agora, o prefeito Álvaro Damião Vieira da Paz (União Brasil), tem até 15 dias para sancionar ou vetar o projeto, de autoria da vereadora Flávia Borja (PP).
A parlamentar argumenta que a Bíblia oferece uma oportunidade única para estudar narrativas de antigas civilizações e diversos gêneros literários. Por outro lado, opositores como o vereador Pedro Patrus (PT), alegam que a proposta viola a laicidade do Estado. Patrus chegou a sugerir uma emenda proibindo qualquer conotação religiosa, mas ela foi rejeitada.
O projeto garante a liberdade religiosa, tornando a participação nas aulas sobre a Bíblia opcional. No entanto, críticos apontam que isso poderia afetar alunos de outras crenças. Nas redes sociais, Flávia Borja comemorou a aprovação, destacando que Belo Horizonte está se tornando uma cidade mais conservadora.