Volkswagen planeja demissões em massa

A Volkswagen avalia cortar mais de 50 mil empregos adicionais para reduzir custos, segundo um memorando interno do CEO Oliver Blume divulgado pela agência Reuters nesta segunda-feira (13). Se confirmado, o novo plano elevará o total de demissões no grupo para 100 mil postos de trabalho, já que a montadora alemã havia acordado anteriormente a redução de 50 mil vagas — incluindo em suas subsidiárias Porsche e Audi.

De acordo com o executivo, a fabricante enfrenta uma desvantagem de custos de cerca de 20% em relação às concorrentes. O memorando veio a público após protestos de trabalhadores e representantes sindicais, que bloquearam propostas de novos cortes de vagas e o possível fechamento de quatro fábricas na Alemanha (Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm).

No documento, Blume afirmou preferir “soluções inteligentes” ao encerramento definitivo das unidades. Entre as alternativas citadas pelo CEO estão a destinação de fábricas ociosas para a produção de equipamentos de defesa ou a fabricação de modelos de marcas chinesas pertencentes ao grupo Volkswagen na Europa. A maior montadora do continente enfrenta forte pressão financeira devido aos gastos com tarifas aduaneiras e ao aumento da concorrência no mercado chinês. Como reflexo desse cenário, as ações da companhia despencaram nesta segunda-feira (13) para o menor nível desde julho de 2010.

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