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Vídeo mostra o momento em que forças dos EUA abordam petroleiro com petróleo iraniano no Oceano Índico

Forças militares dos Estados Unidos abordaram um petroleiro que já havia sido sancionado por envolvimento no contrabando de petróleo bruto iraniano na Ásia, informou o Departamento de Defesa nesta terça-feira.

A ação é o desdobramento mais recente da ofensiva de Washington para deter qualquer embarcação vinculada a Teerã ou suspeita de transportar suprimentos que possam fortalecer o regime iraniano — abrangendo desde armas e petróleo até metais e componentes eletrônicos. O anúncio ocorre em um momento crítico: poucas horas antes da expiração de um frágil cessar-fogo entre os dois países e enquanto o Paquistão tenta mediar negociações diplomáticas.

Dados de monitoramento naval mostraram que a embarcação, nomeada Tifani, navegava pelo Oceano Índico nesta terça-feira, em uma região entre o Sri Lanka e a Indonésia. Embora o navio ostente a bandeira de Botsuana, o Pentágono o classificou como “apátrida”. Detalhes específicos sobre o horário e as coordenadas exatas da abordagem não foram divulgados.

Como já deixamos claro, continuaremos com nossos esforços de vigilância marítima global para desarticular redes ilícitas e interceptar navios sancionados que forneçam apoio material ao Irã, onde quer que operem”, declarou o Pentágono em nota. “Águas internacionais não são um refúgio para embarcações sancionadas.”

Na semana passada, o general Dan Caine, chefe do Estado Mayor Conjunto, afirmou que o bloqueio norte-americano se estenderia para além das águas territoriais iranianas e das áreas sob controle do Comando Central dos EUA.

Segundo Caine, as forças dos EUA em outras zonas de operação irão “perseguir ativamente qualquer navio com bandeira iraniana ou qualquer embarcação que tente fornecer apoio material ao Irã”. Ele destacou operações no Pacífico, explicando que o foco são navios que zarparam antes do início do bloqueio fora do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de energia global.

As Forças Armadas detalharam uma extensa lista de mercadorias consideradas contrabando, afirmando que realizarão abordagens, vistorias e confiscos em navios mercantes “independentemente de sua localização”.

Um aviso oficial publicado na última quinta-feira estabelece que qualquer “mercadoria destinada ao inimigo e que possa ser utilizada em um conflito armado” está sujeita a captura em qualquer lugar fora de território neutro.

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