Os vereadores de São Paulo aprovaram na quarta-feira (10) projeto do Executivo que amplia a atuação da Procuradoria Geral do Município (PGM) e gera polêmica ao estender o pagamento de despesas médicas a parentes de procuradores.
Sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) e publicada no Diário Oficial, a medida permite que a PGM, responsável pela defesa do prefeito, vice e secretários, atue também em favor de outros ocupantes de secretarias, chefes de autarquias e cargos de confiança, desde que o pedido seja feito enquanto ocupam a função. Antes, apenas procuradores tinham direito ao reembolso de despesas médicas particulares; agora, pais e filhos também serão beneficiados.
De acordo com o líder do governo, Fábio Riva (MDB), os recursos vão sair de um fundo do próprio órgão.
Apesar da aprovação expressiva, houve críticas: a oposição defendeu que o benefício deveria alcançar outros servidores, como da Educação, levando o PSOL a votar contra. Janaína Paschoal (PP) também rejeitou, chamando a medida de “cheque em branco” o fato da própria procuradoria determinar o valor do reembolso que hoje gira em torno de R$ 3,5 mil.