Guarulhos tenta evitar a instalação de pedágios em seu território, assim como Mogi das Cruzes enfrenta com a SP-88 (Mogi-Dutra). No caso guarulhense, o foco está na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), que cruza o município. O tema foi destaque na sessão da Câmara Municipal do dia 23, quando vereadores de diferentes partidos criticaram o sistema de pedágio eletrônico (free flow), previsto para junho, segundo a concessionária CCR RioSP.
Guto Tavares (PDT), presidente da Comissão de Direitos do Consumidor, foi o mais enfático e chamou o sistema de “um jeito moderno de meter a mão no bolso do povo”. Ele apontou contradições na cobrança, que ocorrerá entre os km 205 (Arujá) e 231 (Marginal Tietê). Caso a tarifa não seja paga em 30 dias, a multa será de R$ 195,23, além de cinco pontos na CNH.
Guto e o vereador Alemão do Transporte (DC), presidente da comissão de Trânsito e Transportes, participaram de uma audiência pública realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) na capital paulista no último dia 14 em que foi discutida os impactos que o novo sistema terá aos que usam a rodovia. Para o procurador da República, Guilherme Rocha Göpfert, muitos motoristas serão cobrados indevidamente, pois irão passar pelos 21 pórticos a serem instalados ao longo do trecho sem saber, o que trará a geração de multas indevidas.
ABAIXO-ASSINADO
Como solução, os vereadores sugerem isenção para placas de Guarulhos. O parlamentar Guto lançou abaixo-assinado que conta com 2,3 mil adesões até o momento e anunciou audiência entre MPF e a concessionária no Legislativo para o dia 3 de junho.