Durante sessão da Câmara Municipal de Cuiabá (MT), realizada nesta quinta-feira (14/5), o vereador Rafael Ranali (PL) utilizou termo “punhetagem” ao criticar o sistema de emendas parlamentares federais. Uma declaração ocorreu enquanto o parlamentar defendia a reformulação e divisão da arrecadação tributária entre municípios, estados e União.
Em sua fala, Ranali afirmou que o modelo atual torna os municípios dependentes de negociações políticas para receber recursos federais. Segundo ele, os impostos deveriam ser divididos diretamente na fonte.
“Um dia a gente vai ter que analisar a questão da tripartida dos impistos, o do município ficar no município, o do estado no estado e o da federação na federação”, disse.
Na sequência, o vereador criticou o modelo de emendas parlamentares e disse que os deputados federais sobreviveram politicamente dessas negociações.
“Você tem que tripartir o imposto já na fonte para parar com o lobby das emendas federais. A emenda não tem que ficar à mercê de negociação do deputado federal, que é disso que eles vivem e sobrevivem. No dia que esse imposto já teve dividido e indicado para sua cidade, seu estado e a União você para com essa punhetagem que é as emendas federais, de lobby de deputado federal, e o serviço vai chegar na ponta”, declarou.
Após a fala, Ranali pediu desculpas pelo termo utilizado e afirmou que foi um “desabafo”. A presidente da sessão, Paula Calil, comentou a afirmação e disse que o vereador costumava ser “incisivo” e “autêntico” em suas colocações.
O parlamentar também afirmou que o excesso de impostos incentiva a sonegação fiscal e encarece produtos básicos.
“Isso incentiva a sonegação, é óbvio. O cara tenta não pagar, porque ele já não dá mais conta de pagar tanto e principalmente não ver o retorno. A cesta básica é cara inclusiva porque é muito imposto. Um carro já fico normalizado R$ 150 mil é barato por conta do imposto, sendo que quase metade é imposto”, afirmou.