O vereador licenciado Uelton de Souza Almeida (União), suspeito de matar Nelson Caetano de Lima Neto, Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi das Cruzes, no dia 24 de dezembro, se apresentou na delegacia de polícia de Arujá na sexta-feira, dia 26 de dezembro. O vereador licenciado ocupava o cargo de secretário adjunto de Segurança em Aruja e estava foragido, desde o acontecimento. Um pedido de prisão temporária já havia sido expedido contra ele.
Diante da forte repercussão, às vésperas do Natal, o caso se tornou midiático em razão de os envolvidos serem dois Guardas Civis. Na delegacia, por meio do seu advogado, Uelton ao ser interrogado, disse à polícia que agiu em legítima defesa, após atirar 12 vezes no colega de profissão da cidade vizinha.
O crime ocorreu na casa da ex-esposa de Uelton, que namorava Nelson (GCM de Mogi). Embora separados há cinco anos, a mulher e o vereador licenciado de Arujá dividiam o mesmo imóvel. Ele morava na parte superior e ela na inferior. Na véspera do Natal, a namorada convidou Nelson para um churrasco em sua casa, quando ele chegou ao local, foi assassinado pelo suspeito.
A Secretaria de Segurança de Arujá soltou uma nota à imprensa dizendo que irá colaborar com as investigações, porém, o GCM foi exonerado de suas funções de secretário adjunto. Já a Câmara Municipal de Arujá informou que o caso será encaminhado para apreciação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, além de relatar que irá acompanhar os desdobramentos judiciais e “reafirma o compromisso com a legalidade“.
A reportagem do Impresso Brasil, conversou em off com alguns vereadores que ficaram surpresos com o que ocorreu e outros revoltados com a imagem negativa que trouxe para a cidade e também para a Casa de Leis. Sobre a perda do mandato, alguns revelaram em off que dificilmente ele ficará impune (caso seja comprovada sua participação no crime) e também de suas funções legislativas. “Primeiro devemos esperar pela decisão da justiça, depois, acredito que ele deva renunciar ao cargo, não terá mais clima para continuar como vereador, se não o fizer, a Câmara cassa ele“, afirmou um dos vereadores que conversou com a reportagem.

Suplente: Na suplência, caso seja comprovada a participação de Uelton no crime e seja condenado, o ex-vice-prefeito Gilberto Daniel Junior (União), o Betinho, é o primeiro da lista sucessora para assumir o cargo no lugar de Uelton na Câmara Municipal em caso de cassação do mandato.
