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Veja o que prevê o Programa Brasil Contra o Crime Organizado de R$ 11 bilhões lançado pelo governo – Gazeta Brasil

“O ato de hoje é um sinal para dizer ao crime organizado que, em pouco tempo, eles não serão mais donos de nenhum território. O território será devolvido ao povo brasileiro”, afirmou Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto.

Os quatro eixos do programa

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1. Asfixia financeira do crime organizado (R$ 388,9 milhões)

  • Criação de forças integradas para investigações de alta complexidade
  • Expansão dos comitês de inteligência financeira
  • Tecnologia para extração de dados
  • Leilões centralizados de bens apreendidos

2. Fortalecimento da segurança no sistema prisional (R$ 330,6 milhões)

  • Padronização de 138 unidades prisionais estaduais com tecnologias de ponta
  • Instalação de bloqueadores de celular, drones, scanners corporais, georradares e sistemas de áudio e vídeo
  • Criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP)
  • Isolamento de lideranças criminosas

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que “80% das lideranças catalogadas das organizações criminosas estão concentradas nesses sistemas prisionais”. Ele reconheceu a dificuldade: “Não é trivial elevar 138 unidades prisionais a um padrão semelhante ao dos presídios federais.”

3. Qualificação da investigação de homicídios (R$ 201 milhões)

  • Modernização da perícia e da investigação criminal
  • Estruturação de IMLs e polícias científicas
  • Análise de DNA e balística

4. Enfrentamento ao tráfico de armas (R$ 145,2 milhões)

  • Criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas (RENARM)
  • Fortalecimento do rastreamento de munições e explosivos
  • Veículos blindados, aeronaves e tecnologia em regiões de fronteira

Linha de crédito para estados

Os R$ 10 bilhões do BNDES poderão ser usados por estados, municípios e Distrito Federal para compra de equipamentos como viaturas, motocicletas operacionais, lanchas, equipamentos de proteção individual e comunicação.

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Críticas ao plano

O governador Tarcísio de Freitas e o ex-governador Ronaldo Caiado criticam o plano, argumentando que a centralização das políticas de segurança fere a autonomia dos estados.

Contexto

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O programa foi formalizado por decreto presidencial e quatro portarias. Trata-se de um desdobramento da lei antifacção sancionada em março. A continuidade do programa depende da PEC da Segurança Pública, parada no Senado desde março.

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada no domingo (10) mostra que 41,2% dos brasileiros identificam a presença de facções ou milícias no próprio bairro.

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