Após inúmeras denúncias a respeito da falta de vagas para pacientes de Mogi das Cruzes realizarem tratamento de sessões de hemodiálise, a reportagem foi em busca de informações para detectar onde está ocorrendo o problema que vem sendo enfrentado por pacientes que necessitam deste tratamento, muitos casos, se torna via-crucis para conseguir uma vaga. O primeiro a ser pautado foi o Governo do Estado de São Paulo que aponta algumas diretrizes que são realizadas, tendo em vista, a demanda apresentada pela assessoria do governador que traz números questionáveis diante do alto índice de reclamações e de pedidos para o tratamento..
Questionado pelo Jornal Impresso Brasil (JIB), quantos hospitais e clínicas atendem pacientes com problemas renais no Alto Tietê. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), por meio de sua assessoria, respondeu da seguinte forma: “A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informa que a assistência em hemodiálise na região do Alto Tietê é prestada de forma contínua, com priorização dos atendimentos conforme avaliação clínica e ordem cronológica de inserção na Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross)”.
Também questionamos sobre o número de cidades que prestam este serviço por meio do Estado. “Atualmente, os procedimentos pelo SUS na região são realizados no Hospital Geral de Itaquaquecetuba, que conta com 22 cadeiras, além de duas clínicas conveniadas, localizadas em Mogi das Cruzes e Suzano. Pacientes com urgências e emergências renais também são atendidos em unidades de referência da rede regional”.
A Secretaria Estadual de Saúde informou ainda que a rede regional também conta com seis unidades públicas para atendimento de pacientes com urgências e emergências relacionadas a problemas renais. “Temos o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, Hospital Santa Marcelina de Itaquá, Santa Casa de Mogi das Cruzes, Hospital Geral de Guarulhos e Hospital Municipal Pimentas Bonsucesso”, apontou.
A pasta da Saúde relatou que irá ampliar esse número após a abertura do Regional. “Para ampliar a capacidade assistencial, está em fase final a implantação do serviço de hemodiálise no Hospital Regional do Alto Tietê, com previsão de abertura nas próximas semanas. A nova estrutura contará inicialmente com 12 cadeiras, com investimento aproximado de R$ 11 milhões. O Hospital Geral de Itaquaquecetuba também ampliará sua capacidade com mais oito cadeiras”.
Questionados sobre a fila de espera na região, o governo disse que tem poucos casos. “No momento, 78 pacientes com indicação para início de hemodiálise ambulatorial aguardam encaminhamento, todos com acompanhamento médico e sem necessidade de internação”, revelou.
O JIB também questionou a respeito do número de pacientes que aguardam na fila por transplante. “Até janeiro deste ano, 19.842 pessoas aguardavam na fila por um transplante de rim. Pacientes que necessitam de transplante de órgãos são inseridos no Cadastro Técnico do Sistema Estadual de Transplantes de São Paulo, ou seja, na fila para o transplante na especialidade necessária. A inscrição e a manutenção dos dados cadastrais no sistema são de responsabilidade da equipe de transplante”, informou.
O jornal também pediu ao governo que falasse sobre os investimentos que são aplicados nesta área. “Para ampliar o acesso da população aos procedimentos de saúde, a atual gestão instituiu, em janeiro de 2024, a Tabela SUS Paulista, iniciativa inédita que remunera as instituições vinculadas ao SUS no Estado com valores de até cinco vezes superiores à tabela federal. Entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025, o programa repassou cerca de R$ 9 bilhões a aproximadamente 800 instituições filantrópicas”.
Foi questionado ainda quanto se gastou em publicidade no setor de saúde na região do Alto Tietê, no entanto, essa pergunta não teve resposta, afinal, desde que assumiu o governo, Tarcísio não se vê nas mídias investimentos de conscientização ou de prevenção, já o Estado contesta e diz que a pasta mantém ações de conscientização e orientação à população sobre prevenção e cuidados com a saúde dos rins, por meio de conteúdos informativos, reportagens, redes sociais e mobilização da rede de saúde.
A reportagem teve acesso ainda de que a grande maioria dos mogianos, bem como pacientes de outras cidades do Alto Tietê estão sendo atendidos, isso quando consegue vagas, em hospitais fora da região, causando muitas vezes problemas de locomoção.
O JIB questionou ainda a Prefeitura de Mogi das Cruzes para saber quantos pacientes esperam pelo tratamento e quais as medidas estão sendo tomadas para amenizar o sofrimento dos doentes, porém, infelizmente os dados são incompletos, haja vista que a assessoria de imprensa, se limitou em responder as informações que foram solicitadas. “A pasta tem acompanhado o serviço prestado no município e solicitado ao Governo do Estado melhorias no atendimento à população mogiana”, se limitou a responder as indagações.
Dentre os pedidos, estão, por exemplo, a informação de quantos mogianos esperam na fila, também se o município disponibiliza algum tipo de tratamento de hemodiálise ou se existem dificuldades em encaminhar o paciente a algum hospital ou clínica para as sessões.
A falta de compromisso com a região, é um total desrespeito do governador do estado de São Paulo com doentes que precisam deste tipo de tratamento. A reportagem faz o alerta para a população e principalmente para os futuros candidatos a deputado estadual para que fiquem de olhos nessas questões e debatem, cobrem e informe a população sobre o verdadeiro caos que vem sendo ignorado pelo Estado.