TSE julga nesta quinta (8) recurso que pode definir futuro de Dallagnol no Senado; aliados defendem respeito a quase 3 milhões de votos

TSE decide nesta quinta sobre candidatura de Deltan DallagnolFoto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/ND Mais

Nesta quinta-feira (8), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve julgar, a partir das 10h, um total de 16 processos. Entre eles, está o recurso que envolve o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. No último domingo (4), ele foi eleito, junto a Filipe Barros (PL), para as cadeiras do Paraná na Corte.

Agora, os ministros analisam o Recurso Ordinário Eleitoral contra a decisão do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná). Na argumentação, consta que Deltan não solicitou exoneração do cargo de procurador da República com o propósito de frustrar a incidência de causa de inelegibilidade.

O recurso pede o indeferimento do registro e a nulidade dos votos atribuídos à chapa. A relatoria está sob responsabilidade do ministro Floriano de Azevedo.

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O que diz Deltan Dallagnol?

No Instagram, Dallagnol publicou um vídeo sobre o julgamento. Ele afirma aos seguidores que o TSE “pode jogar no lixo os votos de quase 3 milhões de paranaenses”. Deltan também informou que estava em Brasília, reunido com os senadores eleitos, integrantes da direita e Flávio Bolsonaro (PL).

“A Procuradoria-Geral Eleitoral, que é o Ministério Público junto ao TSE, analisou o processo e foi categórica. A decisão da Justiça Eleitoral do Paraná, que confirmou a minha candidatura, está correta. Deve ser mantida. Foi a terceira manifestação oficial no caso, todas favoráveis a mim”, disse.

“O argumento usado contra mim era que eu teria deixado o Ministério Público Federal pra escapar de processos disciplinares que poderiam me demitir”, afirmou.

Sobre o caso, Deltan declarou que “os procedimentos citados naquela época eram apenas apurações preliminares, nenhum era disciplinar, todos foram arquivados ou extintos e nenhum deles poderia gerar uma demissão. Portanto, essa ideia de que eu teria saído do MPF pra fugir de uma demissão é uma fantasia petista”.

“Eu saí, sim, pra ir pra política, pra lutar contra essa pouca vergonha que nós vivemos hoje”, frisou. O candidato eleito também alegou que tentaram puni-lo por “processos que nunca existiram”. “Foi por isso que o Tribunal Regional Eleitoral reconheceu a minha elegibilidade”, afirmou.

Por fim, ele declarou que “o Paraná fez a sua escolha. Cada um daqueles votos representa uma pessoa, uma esperança, uma ordem dada pelo povo nas urnas. Esses votos não pertencem a ministros, partidos ou tribunais. Pertencem ao povo do Paraná e precisam ser respeitados”.

A sessão será transmitida ao vivo, a partir das 10h, pela Rádio e TV Justiça e pelo canal do Tribunal no YouTube.

Aliados de Dallagnol se manifestam

No X, Filipe Barros e Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, se manifestaram em apoio a Deltan.

“Deltan Dallagnol foi eleito senador mesmo tendo 15 dias a menos de campanha e enfrentando, até o dia da eleição, enorme insegurança jurídica”, disse Filipe. Ele também destacou que, por meio do voto, “o paranaense não julgou apenas Deltan Dallagnol. Julgou também aqueles que tentaram impedi-lo de disputar”.

“O Paraná já deu o seu veredito nas urnas. Respeitar a democracia é respeitar a vontade do povo paranaense!”, destacou.

Já Moro escreveu que “Deltan Dallagnol foi eleito Senador com os votos de mais de 2,9 milhões de paranaenses. Na condição de Senador da República e agora de Governador eleito pelo Paraná, espero que os votos dos paranaenses sejam respeitados pelo TSE no julgamento pautado para quinta-feira”.

“A lei, a democracia e a vontade popular são mais importantes do que a vingança de Lula“, finalizou.

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