O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (16) que o Irã teria concordado em não enriquecer urânio pelos próximos 20 anos e devolver o material nuclear atualmente armazenado. Segundo ele, a medida representaria a desistência iraniana de produzir armas nucleares nesse período.
A declaração foi feita nos jardins da Casa Branca. Trump indicou que, caso o compromisso seja confirmado, um acordo definitivo para encerrar a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel no Oriente Médio pode estar próximo.
“Recebemos uma declaração muito forte de que eles não terão armas nucleares por mais de 20 anos”, disse o presidente americano.
Apesar da fala de Trump, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente essas informações. Segundo a emissora Al Jazeera, o Irã segue defendendo a continuidade de seu programa nuclear, alegando que ele tem fins pacíficos.
Nova rodada de negociações pode ocorrer
Trump também afirmou que uma nova rodada de negociações entre americanos e iranianos poderá acontecer neste fim de semana no Paquistão.
De acordo com o presidente, o Irã estaria disposto a aceitar condições que rejeitava há poucos meses, o que aumentou a expectativa por uma solução diplomática.
Cessar-fogo entre Israel e Líbano começa hoje
Outro ponto importante nas negociações foi o anúncio de um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano, onde atua o grupo armado Hezbollah.
A trégua entra em vigor às 18h no horário de Brasília. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou, porém, que manterá tropas em território libanês durante esse período.
Mesmo com o anúncio da pausa nos combates, Israel realizou ataques nesta tarde contra áreas usadas para lançamento de foguetes do Hezbollah, após novos disparos contra o norte israelense. Segundo informações divulgadas, ao menos três pessoas morreram e 21 ficaram feridas.
Guerra pressiona economia americana
O governo dos Estados Unidos busca encerrar rapidamente o conflito, iniciado em 28 de fevereiro, também por causa dos impactos econômicos internos.
Desde o começo da guerra, o preço médio do galão de gasolina no país subiu de US$ 2,98 para US$ 4,09, aumentando a pressão sobre a inflação e o custo de vida dos americanos.