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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um longo e duro ataque — com cerca de 500 palavras — direcionado a alguns de seus antigos aliados e influenciadores da mídia conservadora, após críticas à sua política externa e à guerra com o Irã.
Entre os alvos estão o apresentador Tucker Carlson, a comentarista Candace Owens, a jornalista Megyn Kelly e o apresentador Alex Jones. O grupo passou a criticar a agenda de Trump após o início da chamada “Operação Fúria Épica”, ação militar ligada ao confronto com o Irã.
Em uma publicação na rede Truth Social, Trump classificou os ex-aliados como pessoas de “baixo QI”, “estúpidas” e “criadoras de problemas”, além de usar termos como “malucos” e “perturbadores”. Segundo ele, os críticos teriam uma visão equivocada ao considerar aceitável que o Irã — que ele descreveu como “o principal Estado patrocinador do terrorismo” — pudesse desenvolver armas nucleares.
“Eles são pessoas estúpidas, sabem disso, suas famílias sabem disso e todos os outros também sabem”, escreveu Trump.
Os quatro influenciadores de direita afirmam que o presidente foi induzido ao conflito sob pressão de aliados como Israel e que teria abandonado promessas centrais do movimento “America First”.
Trump também direcionou ataques pessoais aos comentaristas. Candace Owens foi mencionada em referência a uma ação judicial movida pela primeira-dama da França, Brigitte Macron, após declarações falsas da influenciadora de que ela teria nascido homem. Owens já havia sugerido que o nome de nascimento da primeira-dama seria “Jean-Michel Trogneux”.
Em outro trecho, Trump criticou Alex Jones por teorias conspiratórias envolvendo o massacre de Sandy Hook em 2012, que resultaram em condenações judiciais que somam cerca de US$ 1,5 bilhão em indenizações às famílias das vítimas.
Sobre Tucker Carlson, o presidente afirmou — sem apresentar evidências — que o jornalista não teria concluído a faculdade e o chamou de “um homem quebrado” após sua saída da Fox News, sugerindo até que ele buscasse ajuda psiquiátrica.
Trump encerrou a publicação afirmando que os quatro não representam o movimento “Make America Great Again” (MAGA) e os classificou como “perdedores”, alegando ainda que não retorna ligações deles por estar ocupado com assuntos de governo.
Carlson e Kelly chegaram a apoiar Trump durante a campanha eleitoral de 2024, assim como Owens e Jones, que hoje estão entre os nomes mais influentes do ecossistema midiático conservador nos Estados Unidos.