O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel é um “grande aliado” do país em meio ao cessar-fogo envolvendo o regime iraniano, que deve expirar na próxima quarta-feira caso não haja avanços nas negociações entre Washington e Teerã.
“Gostem ou não de Israel, eles demonstraram ser um grande aliado dos Estados Unidos da América”, declarou o presidente. Trump também elogiou o país, afirmando que os israelenses são “valentes, audazes, leais e inteligentes”, ao mesmo tempo em que criticou outros atores internacionais por, segundo ele, demonstrarem “sua verdadeira natureza em momentos de conflito e estresse”.
Em publicação na rede social Truth Social, o líder americano destacou a atuação de Israel na ofensiva iniciada em 28 de fevereiro contra o Irã. “Israel luta com determinação e sabe como vencer!”, escreveu.
As declarações ocorrem após críticas da ex-vice-presidente Kamala Harris, que acusou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de envolver os Estados Unidos em um conflito indesejado com o Irã.
Trump também afirmou que os Estados Unidos impediram novos bombardeios israelenses no Líbano após o acordo de cessar-fogo. “Israel não bombardeará mais o Líbano. Os Estados Unidos proibiram isso. Já chega!”, disse, um dia após anunciar uma trégua de 10 dias.
Em relação às negociações com o Irã, o presidente alertou o país a não utilizar o Estreito de Ormuz como forma de pressão. “Estamos conversando com eles. Queriam fechar o estreito novamente, como têm feito há anos, mas não podem nos chantagear”, afirmou durante evento na Casa Branca.
Trump classificou as conversas com o Irã como “muito positivas” e disse que os diálogos estão avançando, embora tenha ressaltado que os Estados Unidos mantêm uma postura firme. Ele também fez duras críticas ao governo iraniano, afirmando que o país teria perdido capacidade militar e liderança.
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que houve avanços nas negociações, mas destacou que ainda há divergências importantes e que um acordo final está distante. Ele também declarou que o Irã não confia nos Estados Unidos e cobrou mudanças na postura de Washington.
Em meio às tensões, o Irã voltou a adotar controle rígido sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo. Autoridades iranianas chegaram a alertar que embarcações que tentarem atravessar a região poderão ser consideradas alvos.
O estreito é responsável por cerca de 20% do transporte mundial de hidrocarbonetos, o que torna qualquer escalada na região um fator de preocupação para a segurança internacional e o abastecimento de energia.