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Transição de estação traz alívio térmico pontual, mas já indica risco de seca e calor com possível super El Niño – Jornal da USP

O outono começa com temperaturas estáveis ​​e chuvas irregulares no Brasil. Possível super El Niño no horizonte pode intensificar seca no Norte e calor no País

Por Rose Talamone

Vegetação seca marca a redução das chuvas na transição para o outono. O cenário pode ser agravado com a chegada de um possível El Niño no próximo mês – Foto: Guarda Universitária USP-RP

CNa entrada do outono no Hemisfério Sul, os dias começam a diminuir e a insolação diminui gradualmente, abrindo espaço para um cenário típico de transição: temperaturas mais amenas e redução das chuvas em boa parte do País. Mas, em 2026, este comportamento sazonal é acompanhado por sinais mais complexos na atmosfera e no oceano. O mês de março registrou padrões atípicos em algumas regiões do Brasil, enquanto em abril mantêm tendências que podem se intensificar nos próximos meses, com a possível formação de um evento de El Niño de grande magnitude. Para entender esse cenário, a Rádio USP Ribeirão conversou com o doutorando Eduardo Traversi de Cai Conradointegrante do Grupo de Estudos Climáticos (GrEC) do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.

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Postado: 04/06/2026

Segundo o pesquisador, março foi marcado por uma característica importante: a baixa amplitude térmica. “Tivemos mínimas mais elevadas e máximas mais baixas, ou seja, pouca variação de temperatura ao longo do dia”, explicou. De modo geral, as temperaturas estiveram próximas da média climatológica na maior parte do Brasil, com exceção da região Sul, onde os termômetros registraram valores mais elevados.

No regime de chuvas, o comportamento foi mais heterogêneo. Um dos destaques foi a ocorrência de um evento da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) na Bahia, que provocou volumes expressivos de precipitação. Há também excesso de chuvas no norte do Amapá, associado à posição mediana da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Em contrapartida, as regiões da Região Norte registraram acumulação abaixo do esperado para o período, enquanto o restante do país permaneceu dentro da mídia.

Em abril, os padrões observados em março, em grande medida, se mantiveram. As temperaturas continuam próximas da normalidade, ainda com baixa amplitude térmica, inclusive no Sul, onde o calor mais intenso perdeu força. Já em rálado às chuvas, a irregularidade se acentua. A escassez de água na Região Norte se intensificou, especialmente no interior do Amazonas e do Pará, bem como no litoral do Amapá. Por outro lado, a faixa litorânea do Nordeste vem registrando episódios de chuvas mais intensas.

Esse quadro, no entanto, pode mudar nos próximos meses. “Estamos observando uma inversão do sinal de ENOS (El Niño – Oscilação Sul), que indica o filme de La Niña e a transição para El Niño”, afirma Conrado. Além disso, há sinais de mudança na Oscilação Decadal do Pacífico, um padrão climático de longo prazo. Quando essas duas variabilidades ocidentais simultaneamente, aumenta a probabilidade de eventos mais intensos.

Uma expectativa compartilhada pelos centros internacionais de previsão é a formação do chamado “super El Niño”. Esse tipo de evento tem potencial de alterar significativamente o regime de chuvas e temperaturas no Brasil. “Os episódios mais intensos de El Niño tendem a fortalecer os sistemas que levam chuva para as regiões Sul e Sudeste, como os níveis do jato de baixo e os ciclones extratropicais”, explica o pesquisador.

Em contrapartida, o Centro-Norte e o Nordeste podem enfrentar o efeito oposto: redução acumulada das chuvas e aumento da frequência das ondas de calor. Trata-se de um padrão já genocido, mas que, em versão mais intensa do fenomenoso, costuma produzir impactos mais severos.

Grupo de Estudos Climáticos

Oh Boletim Climatológico Mensal vai ao ar no ultimo dia útil de cada mês e o GrEC é composto por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores dedicados ao estudo e monitoramento das condições climáticas e atmosféricas, tanto no Brasil quanto no mundo. Fundado com o objetivo de investigar fenómenos climáticos e suas consequências, o GrEC atua na previsão de eventos extremos, na análise de tendências climáticas e na elaboração de cenários futuros que ajudam a orientar políticas públicas e estratégias de adaptação às alterações climáticas.

O grupo é coordenado pelo professor Tércio Ambrizzi, especialista em Climatologia e Mudanças Climáticas, e pela professora Rosmeri Porfírio da Rocha, com foco em meteorologia aplicada e eventos climáticos extremos. Ambos possuem ampla experiência acadêmica e prática, contribuindo para seu sucesso especialidades para a produção de estudos e boletins que auxiliam no entendimento dos padrões climáticos, além de participarem de projetos de cooperação nacional e internacional voltados para o clima e o meio ambiente. O grupo tem ainda os pós-graduandos Paola Gimenes Bueno e Christhyan Paixão de Godoy Lopes como coordenadores discentes.

Ouça abaixo o player do boletim completo, com apresentação de Ferraz Junior:

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