A Toyota Argentina vai começar a exportar a van Hiace para o Brasil ainda neste segundo semestre de 2025. A informação foi confirmada através de Gustavo Salinas, presidente da marca na região, durante coletiva com jornalistas em Buenos Aires. O executivo ainda deu mais detalhes sobre o futuro da planta no país, a data de lançamento do SUV Yaris Cross e outras questões mercadológicas.
O primeiro modelo a desembarcar no Brasil será na configuração Commuter, voltada para transporte de passageiros, como forma de testar a aceitação no mercado local. Em um segundo momento, a versão Van, com foco em carga, também deve ser oferecida.
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Produzida em Zárate desde 2024, a Hiace representa a entrada da Toyota no segmento de vans comerciais montadas localmente. A planta recebeu investimento de US$ 50 milhões para viabilizar a operação por kits (CKD), com apoio de 13 fornecedores argentinos e 97 brasileiros. A capacidade inicial de produção é de 4 mil unidades por ano, podendo chegar a 10 mil no médio prazo.
A versão Commuter conta com capacidade para 14 ocupantes (13 passageiros + motorista) e conjunto mecânico compartilhado com Hilux e SW4: motor 2.8 turbodiesel (código 1GD), que entrega 163 cv a 3.600 rpm e torque de 42,8 kgfm entre 1.600 e 2.200 rpm. O câmbio é automático de seis marchas e a tração, traseira com controle eletrônico de tração (TRC).

Com 5,91 metros de comprimento, 1,95 m de largura, 2,28 m de altura e 3,86 m de entre-eixos, a Hiace se posiciona entre as maiores do segmento. Seu peso bruto total é de 3.810 kg e o tanque de combustível comporta 70 litros.
A suspensão dianteira é independente com braços duplos e barra estabilizadora, enquanto a traseira utiliza feixes de molas. A direção é hidráulica de assistência variável e os freios são a disco ventilado nas quatro rodas.

Ainda não há mais detalhes sobre qual será o pacote de equipamentos para o Brasil, mas caso siga o modelo argentino, a Hiace Commuter oferecerá ar-condicionado com saídas para os passageiros traseiros, portas USB, cintos de três pontos em todos os assentos, luzes de cortesia em LED e câmera de ré.
A central multimídia tem tela tátil de 9 polegadas, conectividade Bluetooth e se integra a um painel digital de 4,2″. O pacote de segurança, por sua vez, inclui controle de estabilidade (VSC), controle de tração, assistente de partida em rampa (HAC), três airbags (motorista, passageiro e central dianteiro), freios ABS com EBD e assistência de frenagem de emergência.

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Fonte: Motor1 Brasil
Van tem longa tradição na história da marca
A Toyota Hiace nasceu em 1967 para atender à crescente demanda por veículos comerciais leves no Japão. A primeira geração adotava o conceito de cabine avançada, com os ocupantes dianteiros sentados sobre o motor, uma solução semelhante à da Kombi da Volkswagen — sua contemporânea mais famosa.
Esse layout “frente curta” maximizava o espaço interno sem comprometer as dimensões externas, tornando a Hiace uma alternativa prática para o transporte urbano. O visual simples escondia soluções versáteis, com diversas motorizações a gasolina ao longo da década.

Toyota Hiace van dos anos 60, com proposta bem similar a da Kombi
Foto de: Motor1 Brasil

Toyota Hiace dos anos 2000
Foto de: Motor1 Brasil
Nas gerações seguintes, a Hiace ganhou novos formatos e versões, passando a oferecer entre-eixos curtos e longos, modelos furgão, minibus e até picape. A partir dos anos 1980, a Toyota ampliou a oferta de motores a diesel, introduziu tração 4×4 e aprimorou o interior com mais conforto e ergonomia.
O modelo passou a ser reconhecido por sua confiabilidade e durabilidade, especialmente em mercados emergentes e aplicações severas como ambulâncias, transporte escolar e veículos de carga. A quarta e a quinta gerações consolidaram a Hiace como referência global, com produção estendida em diferentes regiões e foco crescente em segurança e tecnologia.
Com produção regional e importação via Mercosul (isenta de imposto de importação), a Hiace Commuter promete preços mais competitivos frente a rivais como Mercedes-Benz Sprinter, Fiat Ducato, Peugeot Boxer e Citroën Jumper, todos disponíveis em versões minibus de grande porte. Caso a aceitação do modelo seja positiva, a Toyota deverá ampliar a gama, incluindo outras configurações da van no mercado brasileiro.