Uma professora de 33 anos protagonizou um ato de coragem que emocionou moradores de Apucarana, no Paraná. Karla Gomes França salvou um homem que ficou preso nos trilhos segundos antes da passagem de um trem. Após o resgate ela relatou que tem trauma e pavor de trens desde a infância.
O momento foi registrado por câmeras de segurança e mostra Karla correndo em direção à linha férrea para ajudar João Dakizuki, de 55 anos, que utilizava um andador e não conseguiu atravessar os trilhos a tempo. A locomotiva já se aproximava quando a professora conseguiu puxá-lo para um local seguro. As informações são do Estadão.
Em relato publicado nas redes sociais, Karla contou que levava a filha para a escola quando percebeu a situação. Segundo ela, o trem já estava muito próximo e a buzina aumentou ainda mais o desespero. “Tenho muito medo de trem, desde criança. Quando vejo um trem vindo, começo a ficar ansiosa e até choro. Mas naquela hora eu só queria salvar ele”, afirmou.
Professora salva homem de ser atropelado por tremVídeo: Reprodução/X
Professora salva homem preso nas ferragens
Karla contou que estacionou o carro e correu para ajudar o homem sem pensar nos riscos. Ela afirma que nem se lembra se desligou o veículo ou puxou o freio de mão antes de sair correndo.
“Quando vi que ele tinha caído e o trem estava chegando, só pensei em tirar ele dali. Depois que consegui puxá-lo, entrei em estado de choque”, relatou. Outras pessoas que estavam próximas também correram para ajudar após o resgate. Apesar do susto, João Dakizuki não sofreu ferimentos.
‘Não sei de onde veio a força’
Ao Estadão, a professora afirmou que ainda se emociona ao rever as imagens do salvamento. Segundo ela, a situação foi tão extrema que até hoje não consegue explicar como encontrou força para retirar o homem dos trilhos.
“Eu sou uma pessoa fraca fisicamente. Não sei de onde veio aquela força. Só queria salvar ele. Tenho certeza de que Deus estava comigo naquele momento”, disse.
Karla também rebateu comentários feitos nas redes sociais sobre a vítima. Algumas pessoas afirmaram que o homem seria alcoólatra, mas a professora destacou que isso não mudaria sua atitude. “Não importa quem era. Podia ser qualquer pessoa. Podia ser um cachorro. Quando existe vida, existe amor”, declarou.
Trem não consegue parar imediatamente
Após a repercussão do caso, a concessionária responsável pela ferrovia reforçou que os maquinistas utilizam a buzina como alerta obrigatório para pedestres e motoristas.
A empresa também destacou que, devido ao peso e ao tamanho das composições, os trens não conseguem parar imediatamente mesmo quando os freios de emergência são acionados, o que torna situações como a registrada em Apucarana ainda mais perigosas.