O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderá ter cerca de 20% menos tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso sua candidatura à Presidência da República seja mantida sem novas coligações partidárias.
Segundo a publicação, a dificuldade de ampliar alianças teria se intensificado após o desgaste político envolvendo o caso denominado “Dark Horse”, cenário que teria afastado partidos do Centrão, como União Brasil e PP, da composição com o PL. Diante disso, a principal articulação da campanha seria a busca por um acordo com o Republicanos.
No cenário em que o PL disputa a eleição sem novas alianças, a divisão do horário eleitoral seria:
- Lula (PT): 5 minutos e 32 segundos;
- Flávio Bolsonaro (PL): 4 minutos e 20 segundos;
- Ronaldo Caiado (PSD): 2 minutos e 2 segundos;
- Augusto Cury (Avante): 36 segundos.
Caso o Republicanos formalize apoio ao PL, a projeção muda e Flávio Bolsonaro passaria a ter o maior tempo entre os candidatos:
- Flávio Bolsonaro (PL + Republicanos): 5 minutos e 16 segundos;
- Lula (PT): 4 minutos e 51 segundos;
- Ronaldo Caiado (PSD): 1 minuto e 49 segundos;
- Augusto Cury (Avante): 34 segundos.
Apesar do crescimento das campanhas nas redes sociais, o horário eleitoral gratuito continua sendo considerado estratégico pelas equipes de campanha, principalmente para alcançar eleitores que acompanham rádio e televisão aberta.
Segundo pesquisa Datafolha, realizada nos dias 17 e 18 de junho, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro entre eleitores com renda de até dois salários mínimos em um cenário de segundo turno.
A legislação eleitoral determina que o tempo de propaganda no primeiro turno seja distribuído conforme o tamanho das bancadas dos partidos e das federações ou coligações que apoiam cada candidatura.
Já em um eventual segundo turno, o tempo destinado aos dois candidatos classificados é dividido de forma igualitária, independentemente das alianças partidárias firmadas durante o primeiro turno.