A Tecumseh anunciou um plano de expansão estratégica no Brasil com a implantação de uma nova unidade fabril e de um Centro de Aplicação Avançado em Manaus (AM). O projeto prevê investimento total de R$ 130 milhões, sendo R$ 60 milhões destinados à infraestrutura e equipamentos no polo industrial de Manaus e R$ 70 milhões à unidade de São Carlos (SP), responsável pela produção de componentes que abastecerão a nova planta.
O projeto foi aprovado pelo Conselho de Administração da Suframa, conforme a Portaria nº 2.565, publicada no Diário Oficial da União em 8 de junho de 2026. A nova planta tem início de operações previsto para 2028 e capacidade estimada de produção de aproximadamente um milhão de compressores rotativos por ano quando estiver em plena atividade.
A iniciativa deve gerar até 250 postos de trabalho diretos em Manaus e contribuir para a capacitação e absorção de mão de obra local. Além da produção industrial, a estrutura abrigará um Centro de Aplicação Avançado voltado à realização de testes locais de engenharia, validação de aplicações e desenvolvimento conjunto com fabricantes de ar-condicionado instalados na Zona Franca de Manaus.
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A proximidade entre a fábrica e os clientes deve reduzir ciclos de desenvolvimento de novos produtos e aproximar as demandas do mercado da engenharia da companhia. O movimento ocorre em um contexto de transição do mercado brasileiro para a tecnologia inverter e de novas exigências regulatórias de eficiência energética em vigor no país em 2026.
Segundo a companhia, a expansão ocorre em um cenário de transformação climática, aumento das temperaturas nas cidades e crescimento da demanda por ar-condicionado. O texto informa ainda que apenas 20% das residências brasileiras possuem o aparelho, ante 80% em mercados como Japão e Estados Unidos.
Com projeções de crescimento do setor entre 5% e 8% ao ano até 2032 no Brasil, a presença da Tecumseh em Manaus busca sustentar a expansão da cadeia de climatização no país. A empresa afirma deter atualmente entre 15% e 20% de participação de mercado e projeta alcançar 30% com os novos investimentos.
A iniciativa também reforça o ecossistema do Polo Industrial de Manaus, com apoio às políticas públicas locais, aos Processos Produtivos Básicos da Zona Franca e à integração entre produção, inovação e desenvolvimento industrial na região.