Enquanto a população do Alto Tietê enfrenta a iminência da instalação dos pedágios free flow em vias estaduais como a Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga, aguarda há anos por promessas não cumpridas como as alças do Rodoanel em Suzano e a reabertura do Pronto-Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidiu que o mais urgente, para si, era garantir o aumento do próprio salário.
Em um movimento que beira o deboche, o governador articulou na Alesp a aprovação do reajuste de 5% para si, seu vice e secretários, elevando seu vencimento para mais de R$ 36 mil mensais e de quebra, ampliando o teto do funcionalismo estadual.
Para tentar disfarçar o privilégio, Tarcísio liberou reajuste insuficiente e desigual ao restante dos servidores, muitos deles com salários corroídos pela inflação. O governo que prometeu gestão técnica revela, cada vez mais, sua verdadeira prioridade: beneficiar os de cima, enquanto os de baixo seguem à espera no trânsito, na fila do hospital e nas promessas esquecidas.