A vereadora de São Paulo, Rute Costa (PL), fez duro pronunciamento contra uma suposta “perseguição religiosa” contra os protestantes. As falas aconteceram na sessão ordinária de terça-feira (1º) após Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador e candidato à reeleição, ter sido multado no fim de semana por realizar discurso na igreja da qual é integrante.
Rute se sentiu “chocada” com o fato de as falas de Tarcísio terem motivado investigação por parte das autoridades eleitorais. A parlamentar esclareceu que o governador foi convidado a participar de um encontro com líderes religiosos, não indo ao local pedir votos. Na visão dela, isso era desnecessário, pois a maioria dos membros de sua denominação o apoia.
Como forma de comparação, relembrou um caso acontecido no Carnaval deste ano. Naquela ocasião, uma escola de samba do Rio de Janeiro não sofreu infrações eleitorais ao promover um desfile para homenagear o presidente Lula da Silva (PT). “Agora, uma pessoa vai a uma igreja, toma o microfone para falar a palavra de Deus e é multada? Se isso não é discriminação religiosa, eu não sei o que é”, disse.
O encontro foi realizado no meio do mês passado, em um templo no Belenzinho, na Zona Leste. A ação foi movida pela coligação de Fernando Haddad (PT), adversário na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) acatou os argumentos de que uma igreja é igual a um espaço público.
A multa de R$ 2 mil foi aplicada no último sábado (29).

