As propostas serão coordenadas pelas prefeituras dos campi e deverão ter como objetivo a conservação, proteção e uso racional dos recursos naturais das reservas ecológicas da USP
Por Erika Yamamoto
A Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) selecionou projetos que promovem ações voltadas à adequada gestão ambiental, conservação, proteção e uso racional dos recursos naturais nas Reservas Ecológicas da USP. O valor máximo de cada projeto será de R$ 500 milhões.
Os projetos deverão ser coordenados pelas prefeituras dos dois campi, ter dois anos de vigência e estar relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). As propostas deverão ser enviadas para o e-mail sga@usp.br até o dia 27 de abril. O edital completo está disponível na página da Superintendência de Gestão Ambiental.
Como proponentes das prefeituras, elas deveriam oferecer uma contraparte equivalente a, pelo menos, 30% do valor aprovado e apresentar potencial de trazer parceiros externos à Universidade para o desenvolvimento do projeto.

“O SGA teve como foco oferecer um edital dedicado às áreas protegidas da Universidade, incentivando a gestão sustentável em nossos campi.
Podem ser propostas ações como produção de mudas, cercamento, educação ambiental, controle de especialidade de invasoras exóticas, restauração ecológica, entre outras ações de manejo voltadas à conservação e qualificação ambiental das reservas ecológicas.
Reservas ecológicas da USP
A USP possui mais de 22 milhões de metros quadrados de reservas ecológicas. Dos sete campi da Universidade, apenas o campus de Bauru não possui uma.
As áreas verdes e reservas ecológicas compreendem um papel essencial, pois sustentam a fauna, a conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade, a manutenção da qualidade do ar e do controlo climático, a saúde pública, o bem-estar paisagístico e social, além de serem um espaço de potencialização da investigação, do ensino e da extensão na Universidade.
Em 2012, em iniciativa inédita, a USP declarou cerca de 2 milhões de hectares de sua área total como reservas ecológicas, na capital e em nossos acampamentos do interior, comprometida com a conservação de suas áreas verdes. Até então, a única área declarada protegida era a Reserva Florestal do Instituto de Biociências, de 10 hectares, na Cidade Universitária.