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STJ mantém prisão de tenente-coronel acusado de feminicídio; veja a audiência de custódia – Gazeta Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta sexta-feira (20), o pedido de liberdade apresentado pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano.

A solicitação havia sido protocolada no mesmo dia da prisão do oficial, na quarta-feira (18). A defesa informou que ainda não teve acesso à decisão, mas afirmou que “irá suscitar o conflito positivo de jurisdição, pois, impossível haver duas prisões sobre o mesmo fato”, em referência às decisões da Justiça Militar e da Justiça Comum.

Na decisão, o ministro Reynaldo da Fonseca, relator do caso, entendeu que o tipo de ação apresentado não é adequado para a situação. Segundo ele, a medida só se aplica em casos de descumprimento de decisões do próprio STJ ou usurpação de competência da Corte, o que não foi identificado.

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“Não houve nenhum provimento emanado desta corte superior […] que pudesse vir a ser descumprido pelas instâncias ordinárias”, afirmou o ministro.

Com isso, a reclamação foi considerada incabível e não chegou a ser analisada no mérito. A defesa pedia o relaxamento imediato da prisão e questionava a competência da Justiça Militar para julgar o caso, mas o pedido foi rejeitado de forma liminar.

Durante audiência de custódia na Justiça Militar, o tenente-coronel voltou a afirmar que a esposa cometeu suicídio. “Teve apreensão de uma arma no dia em que minha esposa cometeu o suicídio, pq ela se suicidou com minha arma no meu apartamento no Brás, onde nós morávamos, no dia 18 de fevereiro. Aquela arma foi apreendida”, declarou.

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Ele também relatou que recebeu “um tratamento muito educado e cordial” no momento da prisão, ocorrida em 17 de março no interior paulista, e disse ter se sentido “constrangido com a quantidade de repórteres e pessoal da imprensa na frente da delegacia e da Corregedoria”.

O oficial foi preso preventivamente após se tornar réu por feminicídio e fraude processual. Segundo a acusação, ele teria alterado a cena do crime para simular um suicídio.

O caso segue sendo investigado e tramita tanto na Justiça Militar quanto na Justiça Comum.

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