• Home
  • Nacional
  • Internacional
  • Sobrevivente do massacre de 7 de outubro é achado morto ao lado do túmulo da namorada, vítima do Hamas

Sobrevivente do massacre de 7 de outubro é achado morto ao lado do túmulo da namorada, vítima do Hamas

Bar Asraf, de 30 anos, foi localizado com um tiro no peito ao lado da sepultura de Liron Barda, em Elkana; ela foi morta pelo Hamas em 2023 enquanto prestava primeiros socorros a feridos; irmã conta que ele “teve um momento de dor insuportável”

Bar Asraf, sobrevivente do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, foi encontrado morto neste sábado (1º) no cemitério de Elkana, na Cisjordânia, ao lado do túmulo de sua namorada, Liron Barda, assassinada durante o massacre no festival Nova. Asraf tinha 30 anos e foi localizado com um tiro no peito.

De acordo com o portal The Jerusalem Post, Asraf foi localizado por sua irmã, Lihi, após a família notar o seu desaparecimento durante uma celebração.

“Ele aparentemente começou a se sentir sozinho. Você não percebia, porque ele estava sempre feliz e rindo”, relatou Lihi ao site Walla. “Quando ele saiu, pensei que tinha ido apenas caminhar para refletir, como costumava fazer. Passou uma hora, depois duas…”

Ao ir procurá-lo no cemitério, a irmã pensou inicialmente que o irmão estivesse apenas deitado ao lado do túmulo da namorada, um hábito que ele mantinha desde a tragédia.

“De repente, o vi caído ao lado da sepultura de Liron. Gritei: ‘Bar, levanta! O que você está fazendo aí de novo…?’ e só então percebi que ele estava coberto de sangue. Pisei na arma ao lado dele, entrei em choque e comecei a gritar. Meu pai tentou fazer manobras de ressuscitação, mas eu sabia que era o fim”, lembrou Lihi.

Imagem

A namorada que se recusou a fugir

Liron Barda, de 26 anos, atuava como gerente de bar no festival Nova. Durante a invasão dos terroristas, mesmo diante dos apelos desesperados de amigos e familiares para que fugisse, ela optou por permanecer no local para prestar primeiros socorros às pessoas baleadas até ser morta pelo Hamas.

A mãe de Asraf descrevia o casal como “almas gêmeas desde a infância”.

“Passamos três dias angustiantes sem saber o paradeiro de Liron. Durante todo esse tempo, Bar não saiu do meu lado e nem da família dela. Desde então, ele manteve um vínculo diário de apoio com os pais de Liron”, afirmou a mãe, lembrando que o filho também havia feito uma tatuagem em homenagem à namorada.

A dor do trauma e o luto

A família relatou que Asraf vinha enfrentando um sofrimento silencioso, lutando contra o trauma e a dor da perda de Barda e de seu melhor amigo, também vitimado no ataque.

“Pouco tempo atrás, vi que ele estava triste e perguntei o que havia de errado. Ele me disse: ‘Mãe, é muito difícil sem a Liron. Sinto falta dela. Ninguém pode substituí-la ou me trazer a alegria de volta’”, revelou a mãe.

Segundo Lihi, o irmão vinha tentando seguir em frente, mas viveu “um momento de dor profunda e solidão ao ver todos reunidos com suas famílias” no fim de semana. No dia do massacre em 2023, Asraf chegou a pegar o carro e dirigir em direção ao festival na tentativa de resgatar Barda, mas foi interceptado no caminho quando o local já havia sido tomado pelas forças de segurança.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

237/26 – Aquisição de engate automotivo removível

Processo nº. 18.248/26   Dispensa Eletrônica nº. 237/26   Data limite para apresentação das propostas: 06/08/2026 às…

Suzano conquista prêmios estaduais por iniciativas de planejamento urbano

03/08/2026 Programa ‘Suzano + Praças’ alcançou a segunda colocação, enquanto os ‘Planos de Bairros Piloto’…

Podcast debate critérios para adoção de causas de aumento de pena

​O podcast STJ No Seu Dia aborda, em sua nova edição, o entendimento da Terceira…